Almoço em Paris: Uma história de amor com receitas

Coluna Livro & Viagem

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PorClariceMenezes

Resenha

Almoço em Paris: uma história de amor com receitas

Parece que a fórmula história de amor com deliciosas receitas deu certo e veio para ficar. Almoço em Paris é o romance autobiográfico da jornalista Elizabeth Bard, uma americana judia que conhece num fim de semana em Paris, Gwendal, um francês de origem marroquina. A partir desse encontro sua vida nunca mais foi a mesma.

Bard abre mão de seu emprego em uma biblioteca em Londres, onde residia, muda-se para Paris e decide morar com Gwendal. O romance multicultural se desenvolve e passa por imbróglios que têm como pano de fundo a culinária francesa. Acostumada com a cultura fast-food de Nova York, onde come-se a qualquer hora, em qualquer lugar ou até mesmo caminhando, Elizabeth percebe que para os franceses, comer é um ato de celebração. A jornalista, então, mergulha fundo nos costumes parisienses e percorre caminhos que vão além das belas receitas apresentadas no final de cada capítulo.

Um aspecto da narrativa que me deixou muito entusiasmada foi o fato de que a personagem navega todo o tempo entre as duas culturas, seja através da culinária, dos costumes ou mesmo pela maneira francesa de levar a vida. Bard observa, por exemplo, que na França “as pessoas geralmente demonstram seu poder dizendo não e, nos Estados Unidos, as pessoas demonstram seu poder pela capacidade de dizer sim”. No entanto, o choque entre as diferentes realidades não afeta só Elizabeth, Gwendal também se esforça para promover suas transformações pessoais e manter o relacionamento firme e forte.

Esses e outros conflitos aparecem ao longo da narrativa revelando que construir uma vida nova em outro país é mais complexo do que se imagina, mas não é impossível.

Se você é daqueles que já adora Paris, vai se deliciar com o livro, mas, se é daqueles que ainda não escolheu o seu próximo destino de viagem, Almoço em Paris: uma história de amor com receitas, vai lhe dar um empurrãozinho. Afinal, é quase impossível resistir aos encantos da Cidade Luz. O livro é uma ótima pedida!

Boa leitura e bon voyage!

Até o próximo post!

BARD, Elizabeth. Almoço em Paris: uma história de amor.  Rio de Janeiro : Leblon, 2011.

Para seguir a continuação da aventura, Elizabeth Bard está com o novo romance Picnic in Provence, mas o livro ainda não traduzido pela editora.

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Nova York quadro a quadro: Metropolitan Museum of Art

Coluna Arte & Viagem

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Templo de Dendur

PorClariceMenezes

Para quem sempre foi apaixonada por arte, o Metropolitan Museum of Art de Nova York, um dos mais importantes museus do mundo, é o lugar ideal para conhecer e explorar a história da arte e das civilizações.

É verdade que museus sempre exerceram sobre mim um enorme fascínio e o Met, como é carinhosamente chamado, foi o primeiro do gênero que visitei, há vinte anos. Desde então, minha relação com a arte só se intensificou e grandes museus não podem faltar em meus roteiros de viagem (já fiz um post sobre o  MoMA).

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O Met já se mostra formidável à primeira vista por sua arquitetura, sua fachada imponente e pela escadaria que leva ao saguão de entrada, onde a movimentação é intensa a qualquer hora do dia. Vale ressaltar que o valor do ingresso é sugerido em vinte dólares, mas qualquer pessoa pode doar a quantia que desejar.

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Metropolitan
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Templo de Dendur – encomendado pelo imperador Augusto de Roma. Doado aos EUA pelo governo do Egito

O museu tem aproximadamente 250 salas e cerca de 2 milhões de itens distribuídos pelos dois andares do edifício. É impossível ver tudo em um único dia! Portanto, para aproveitar ao máximo o programa, recomendo chegar logo pela manhã. Além do que, a visita exige planejamento e, nada melhor do que selecionar com antecedência o que se deseja ver. Durante o percurso é bom ter em mãos o mapa das galerias. Há também a opção de alugar o áudio-guia disponível em várias línguas ou ainda de fazer download do aplicativo para celular.

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Mapa do Met

Além das galerias, o museu também dispõe de espaços especiais recheados de obras de arte, lindos jardins, cafés e até mesmo um terraço, o Roof Garden Café, famoso por seus badalados eventos. Você não pode deixar de dar uma paradinha no pátio interno, seja para recarregar as baterias ou para apreciar, através das vidraças, as paisagens que são verdadeiras pinturas!

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Café do pátio interno
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Através da vidraça, vista para o Central Park
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Diana

Desta vez fiz uma escolha cronológica e iniciei a visita pela galeria de Arte Egípcia, segui para a do Século XIX, e por fim, Arte Moderna e Oceania.
Com tudo organizado e roteiro definido, é hora de desfrutar as mais belas e preciosas obras de arte, se divertir bastante e aprender muito!

Confira o roteiro!

Arte Egípcia

É uma das alas mais extraordinárias do acervo com verdadeiros tesouros da humanidade. Certamente, a galeria egípcia desperta emoções peculiares no visitante, principalmente, nos amantes da mitologia, afinal, tudo o que está ali tem alguns milhares de anos. Pinturas, esculturas, sarcófagos, objetos de uso pessoal, fragmentos arquitetônicos, enfim, uma série de elementos do mundo antigo prontos para despertar a nossa curiosidade.

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Maxi-colar! Boa sacada da Bravo! Ri muito!
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Templo de Dendur

Século XIX

Na galeria do século XIX demos destaque aos espaços destinados a Van Gogh, Claude Monet, Cézanne, Edgar Degas, Rodin entre outros. Impossível não se render a tanta inspiração!

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Campo de trigo com cipestres, Van Gogh
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Pequena bailarina, Edgar Degas
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Eros e Psique, Auguste Rodin

Arte Moderna

Na galeria de Arte Moderna, Kandinsky, Picasso, Miró, Pollock, Lichtenstein estão entre os nossos favoritos. Sem chance de não registrar essa magnífica experiência!

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Kandinsky
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Picasso
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Miró
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Roy Linchtenstein
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Jackson Pollock

Oceania

A ala da Oceania foi muito surpreendente. Uma nova arte se revelou para mim. As esculturas, em sua maioria de madeira e coloridas, provocaram um grande impacto em minha percepção.

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Cada galeria me impressionou de uma forma diferente. E depois da visita, com os pés cansados mas com os corações alegres, o que mais queríamos, Clarissa e eu, era sentar nas escadarias do museu, devorar um hotdog e celebrar a experiência de termos visto pelo menos cinco mil anos de cultura e de história das civilizações.

Bye bye,

Até o próximo post!

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Escadaria do Met. Cansadas mas com os corações alegres!

 

 

Rio de Janeiro: curtindo a cidade com a minha família

PorClarissaBravo

O Rio de Janeiro é uma ‘cidade de encantos e desencantos’. É um misto de sensações viver aqui. E eu vivo, particularmente, com duas crianças lindas, o Bernardo e o Henrique e meu marido, Marcelo.

Nós somos uma família que curte bastante a relação com a geografia do Rio e com as múltiplas opções de lazer que a cidade nos oferece. E como todas as famílias temos as preferidas de sempre.

Nesse post vou mostrar um pouquinho como são os finais de semanas na cidade maravilhosa com crianças e opções de passeios econômicos e super divertidos.

Parque dos Patins – Lagoa

O Parque dos Patins é o passeio ao ar livre preferido do meu filho mais velho, o Bernardo. Sempre que a disposição pinta, vamos pra lá. É um passeio barato, a vista é linda e ainda temos a opção de levar os brinquedos para eles interagirem com o parque sem que tenhamos que gastar os tubos com as atrações pagas (pula-pula, carro elétrico, escorrega inflável, piscina de bolas). E ainda levamos nosso lanche também. A única coisa que nós não abrimos mão é dos churros (risos).

O estacionamento custa R$2,00 pelo período de 2 horas. É esse mesmo o tempo que geralmente gastamos lá. Se o visitante não possui carro, a região é bem servida de linhas de ônibus, além da linha de integração com o metrô.

Lagoa Rodrigo de Freitas - Parque dos Patins - Vista para o Cristo Redentor
Lagoa Rodrigo de Freitas – Parque dos Patins – Vista para o Cristo Redentor

 

Parque dos Patins - Lagoa Rodrigo de Freitas
Parque dos Patins – Lagoa Rodrigo de Freitas

 

Parque dos Patins - Lagoa Rodrigo de Freitas
Passeio de bicicleta

 

Parque dos Patins - Lagoa Rodrigo de Freitas
Pescaria de copo

 

Quinta da Boa Vista – Museu Nacional

O Museu Nacional, que fica dentro da Quinta da Boa Vista, no bairro de São Cristóvão, uma das regiões mais tradicionais da zona norte carioca, é um espaço de cultura incrível para toda a família. Criado em 1818, é o maior museu de história natural e antropológica da América Latina. O acervo abrange fósseis de várias parte do mundo, animais empalhados, múmias do Egito antigo, indumentárias e objetos das mais diferentes civilizações e nações, povos e culturas, entre outras atrações.

As minhas crianças amaram o passeio e recomendaram para os amiguinhos da escola na semana seguinte.

Endereço: Quinta da Boavista, sem número, bairro São Cristóvão – Rio de Janeiro – RJ

Horário de funcionamento: terça-feira a domingo, incluindo feriados, das 10 às 17h. Segunda feira das 12 às 17h.

Telefone: (21) 3938-6900

Preço: Inteira – R$6, meia entrada – R$3. Entrada grátis para crianças até 5 anos, funcionários e alunos da UFRJ e idosos acima de 60 anos. Podem ser concedidos descontos para famílias.

Bernardo e Henrique admirando os meteoritos
Bernardo e Henrique admirando os fósseis
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Os meninos posando com o esqueleto de dinossauro

 

Museu de Arte do Rio (MAR) 

O Museu de Arte do Rio realmente nos surpreendeu, assim como toda a região da Praça Mauá, antes degradada, está revitalizada, movimentada e no dia que fomos, estava bem policiada. O comércio local se adaptou, oferecendo poucas mas agradáveis opções de restaurantes. A cidade está ganhando formas mais aprazíveis e divertidas: a população agradece.

Museu de Arte do Rio (Mar) - visão lateral
Museu de Arte do Rio (Mar) – visão lateral
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Bernardo e Henrique brincando de subir e descer do monumento #CidadeOlímpica montado na Praça Mauá
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Visão do terraço do MAR
Museu de Arte do Rio (Mar)
As crianças interagindo com as obras do museu

 

Endereço: Praça Mauá, 5, Centro – Rio de Janeiro/RJ

Horário de funcionamento: terça-feira a domingo, incluindo feriados, das 10 às 17h. Segunda feira das 12 às 17h.

Telefone: (21) 3031 2741

Preço: Inteira – R$8, meia entrada – R$4. Entrada grátis para alunos da rede pública de Ensino Fundamental e Médio, crianças com até 5 anos de idade, pessoas com idade a partir de 60 anos, professores da rede pública de ensino, funcionários de museus, grupos em situação de vulnerabilidade social em visita educativa, vizinhos do MAR, guias de turismo.

Site: http://www.museudeartedorio.org.br/pt-br

 

Domingo no Maracanã

Nosso núcleo é torcedor do Vasco da Gama, ora pois! E, a ala mais engajada é composta do meu irmão Diogo.

Na última decisão do Campeonato Carioca (2015), apostamos e ganhamos uma experiência única: ao mesmo tempo que fomos campeões após 12 anos de jejum no carioca, foi a primeira vez que meu filho Bernardo pisou no Maracanã. Inesquecível! E passeio mais carioca que ir ao Maracanã no domingo, impossível! Recomendo.

 

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Se joga no mundo! Nova York é o melhor lugar para começar.

Coluna do Amigo
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Por Márcia Rostheuser 
Ai, voltar aqui… Voltar a NYC é voltar pra casa de todo mundo, apátrida, inclusiva e oportuna a quem sabe esperar. Cada canto reconheço os pedaços de mim que deixei e que me adubaram pra novas descobertas. NYC é mãe… Tem cheiro, gosto e sensações em cada canto. NYC é pra quem aceita descobrir sem medo, novos caminhos. É pra quem tem coragem de revisitar velhos sonhos com novas músicas de fundo, ainda que todas sejam Elvis, Ella ou Frank. Ela é NEW porque tem sempre o novo lá fora, em baresrestauranteslojas assim mesmo,tudo junto como eles falam do jeito que não podem perder tempo… Mas tem o mais importante…O novo aqui dentro de cada um de nós que ousa te enfrentar e te abraçar. Se joga no mundo! Aqui é o melhor lugar pra começar.
Meu Snapchat é Se joga no mundo!
Escrevo o que sinto, sem corretor e revisão… Como acho que a vida deve ser.
Conte comigo.
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A luz de Lisboa

Por Leonardo da Costa Ferreira

Bandeira de Portugal no Parque Eduardo VII, Lisboa, 2015
Bandeira de Portugal no Parque Eduardo VII, Lisboa, 2015

Canta Camané: “Olho a cidade e parece

Que é de tarde que amanhece

Que em Lisboa é sempre dia”.

Não há luz como a de Lisboa, ouvimos dizer desde sempre. Lisboa é cidade encantada porque tem uma luz de encantar. Mas não será ao contrário? A luz é especial por Lisboa ser a cidade que é? São tantas as certezas sem explicações como tantas são as perguntas sem respostas. Uma coisa é certa, a luz de Lisboa é inacreditável.

Portugal e sua belíssima capital nunca estiveram entre minhas prioridades europeias. Sempre sonhei com Paris, Roma, Veneza, Atenas, Londres, Budapeste e Praga. Por isso mesmo esperava pouco da Europa que fala a minha língua. Visitei o pequeno país ibérico em julho de 2015 e confesso a todos vocês que estou deslumbrado e maravilhado até hoje. Passadas várias semanas ainda sonho com os lugares que visitei na terrinha: Porto, Évora, Batalha, Nazaré, Cascais, Sintra, Óbidos e Fátima. Foram minhas melhores férias europeias. Pretendo voltar novamente com as companhias de minha família e de meu amado filho (Heitor Ferreira).

Vista de Lisboa do Castelo de São Jorge.
Vista de Lisboa do Castelo de São Jorge.

Algumas dicas são fundamentais. Para visitar Porto e Évora vá de trem (Combio Intercidades, como os nativos chamam) é rápido, é fácil e barato. Faça o mesmo para Sintra e Cascais, ou seja, pegue o trem, no caso um Comboio Suburbano. Mas, lembre-se, compre as passagens com um ou dois dias de antecedência na estação central que fica próximo ao Shopping Vasco da Gama. Para ir a Fátima, Batalha e Nazaré (conheça nessa ordem) alugue um carro bem simples e pegue a estrada, mas alugue o carro pela internet ainda no Brasil. No auge do verão europeu o preço dispara mais de 200% em algumas rent a car.

Retornando à iluminada cidade de Lisboa não deixe de andar em um elétrico (bonde), subir e descer as ladeiras do bairro do Chiado, de caminhar pelo Parque Eduardo VII, de visitar o lindo Mosteiro dos Jerônimos, a bela rua Augusta, a exuberante Praça do Comércio – a vista para o rio Tejo é um colírio para os olhos – e a Torre de Belém. Esse último monumento visite apenas por fora ou nas partes comuns (pátio), caso esteja disposto, suba e desça sua escadaria ao som dos seus irritantes alarmes acompanhados de uma turma de croatas. Eles transformam qualquer passeio numa algazarra divertida e animada. São muito, mas muito engraçados.

Torre de Belém, Lisboa, 2015.
Torre de Belém, Lisboa, 2015.

Somente após conhecer a iluminada e ensolarada Lisboa você consegue compreender porque muitos que cantam o fado tem como tema central de suas letras a saudade da terrinha, em particular de sua capital. Lisboa, no verão, é um cenário que povoará alegremente sua mente e seus sonhos semanas após o retorno ao seu país de origem. Alegria que fez eu e minha esposa tomarmos uma decisão: após nos aposentarmos iremos viver em Portugal. Afinal… sonhar ainda não paga imposto.

Cenas turísticas: eu em frente de um elétrico lisboeta e ao fundo um senhor dando um tchauzinho. Lisboa, 2015
Cenas turísticas: eu em frente de um elétrico lisboeta e ao fundo um senhor dando um tchauzinho. Lisboa, 2015

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MoMA: O sonho de todo viajante apaixonado por arte.

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PorClariceMenezes

Percorrer as galerias do Museu de Arte Moderna de Nova York encanta e desafia a nossa curiosidade.  O MoMA abriga não só Arte Moderna, mas também dedica seu espaço a novos artistas.

 

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Balzac por Rodin. Impressionante!

Um dos pontos altos do museu é o seu edifício. Com um grande vão no pátio interno, o visitante pode desfrutar do interior e do exterior através da enorme fachada de vidro com vista para o jardim e edifícios da cidade. Logo na entrada, temos a corpulenta escultura de Balzac. Estrategicamente posicionada no saguão do museu, a obra do mestre Rodin contrasta com as escadarias que dão acesso às galerias. Desta vez tivemos a sorte de encontrar as esculturas de Picasso na exposição em cartaz. Mais de cem obras do artista bem ali ao alcance dos nossos olhos.

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MoMA
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Papier-mâché, Picasso com Clarissa Bravo!

Picasso teve o privilégio de poder criar e recriar inúmeras obras de arte e de testar diferenciados métodos e materiais ao longo de seus 92 anos. Madeira, papier mache, bronze e cerâmica são apenas algumas das estratégias utilizadas por ele para esculpir sua arte.

O MoMA tira o nosso fôlego à medida que avançamos pelas salas. É uma surpresa incrível atrás da outra até nos depararmos com a atração mais disputada: “A Noite Estrelada” de Vincent Van Gogh concentra uma multidão de admiradores na busca pelo melhor ângulo. É a Monalisa do MoMA!

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A Noite Estrelada, Van Gogh

Mas não para por aí. Com uma coleção rica e variada, Monet, Cézanne, Pollock, Klimt, Mondrian, Duchamp e Matisse são, entre outros, o que todo viajante apaixonado por arte deseja encontrar! Para os fãs da Pop Art, Warhol marca presença com suas latas de sopa e suas celebridades. Os sapatos são uma atração especial! Verdadeiras lindezas!

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Andy Warhol
Warhol, Sopas Campbell
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Matisse, painel A piscina
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Henri Matisse, La serpentine 1909

É verdade que o museu está invariavelmente sempre cheio. Mesmo pela manhã, horário em que visitamos, já transbordava de gente! A vida é isso, tudo o que é bom, todo mundo quer, mas prepare as pernas e esteja munido de um confortável calçado, pois não sairá imune desta aventura, principalmente até chegar à lojinha do museu. É lá que você irá deixar os seus últimos tostões se não tiver foco. A lojinha do MoMA é mesmo um espetáculo à parte. Americanos sabem como fazer isso. Não se sinta culpado, afinal, você irá agradecer por ter tido essa oportunidade e sairá de lá feliz da vida.

Até o próximo post!

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Lojinha
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Painel, Claude Monet
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Mademoiselle d’Avignon, Picasso
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Duchamp, A roda de bicicleta
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Meu Pollock querido e a multidão!

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As coisas acabam, mas as histórias ficam!

Por Clarissa Bravo

Consumo

É chegado o momento de arrumar as malas, planejar os gastos e as compras. Não sei você, mas vivo muito essa expectativa do consumo em viagens. Não de objetos caros, nem roupas ainda mais caras, mas sim das chamadas ‘futilidades’ ou ‘bobajarias’.

A grande maioria das pessoas que planeja essas viagens planeja o maior número de atrações que podem usufruir. Eu também. Com o atual câmbio, os esforços têm sido bem maiores. Mas não resisto a uma farmácia, por exemplo. Parece até algum tipo de hipnose.

Em maio do ano passado fomos para a Argentina. Naquele esquema de passagens adquiridas com milhas, em hotel BBB – bom, bonito e barato e poucos recursos na carteira. Viajamos com a ideia de que tudo é lindo, que a comida é boa, que a cidade é democrática, que os passeios são acessíveis… E, realmente, foi. Tudo muito bom.

Depois de repetir o mantra para mim mesma: ‘não perca muito tempo nas farmácias’, algumas vezes, não consegui controlar o impulso. Entrei em pelo menos 3 farmácias até me convencer de que não tinha levado dinheiro suficiente para comprar os produtos argentinos, mesmo com o câmbio favorável. Aliás, mesmo o Real valendo bem mais que os Pesos Argentinos, é importante ressaltar que os nossos vizinhos também passam por uma grave crise econômica e esse dado propicia a elevação dos produtos e serviços. Em termos de custo de vida, são bem compatíveis com a atual realidade brasileira.

Entre vinho, comida boa, cerveja de excelente qualidade, livrarias, musicais e shows, a viagem de 4 dias transcorreu bem, o dinheiro deu e o melhor, redescobrimos Buenos Aires. O cartão de crédito saiu semi-intacto. Nada de grandes gastos e tudo calculado até chegar ao Duty Free do aeroporto de Guarulhos…

Nosso voo tinha uma grande conexão em Guarulhos e resolvemos só olhar o espaço, porque, afinal de contas, ainda não conhecíamos. Entramos convictas de que não precisávamos de perfume, creme, removedor de maquiagem, brinquedo para as crianças (no meu caso), chocolate, vinho… E aquelas vendedoras espertas ainda ficam repetindo que as compras são convertidas no câmbio do dia e que os viajantes ainda podem parcelar as compras em não sei quantas vezes sem juros… O mais engraçado de tudo foi que depois de termos cheirado todo o Duty Free e não sei mais o quê e então decidido que compraríamos ao menos um perfume, acabamos trazendo o produto trocado! E no fim, ainda ganhamos umas parcelinhas a mais no cartão de crédito.

Resumo da história: se você sai do país dizendo que não vai gastar o que não quer, não gaste. Programe-se. Estou repetindo para mim também! Afinal, as coisas acabam, mas as histórias ficam!

Menos consumo e Boa Viagem!