O barato de Londres

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PorClariceMenezes

O barato de Londres 

Mesmo com a libra lá nas alturas é possível curtir Londres e aproveitar o que ela oferece gratuitamente caminhando pelas ruas da cidade. Mercados, parques, praças, avenidas, monumentos e edifícios icônicos são algumas das atrações que o viajante encontra por lá.

Mas para os apaixonados por Arte, a cidade proporciona aos visitantes conhecer os três museus dentre os mais fantásticos do mundo sem pagar nadinha. British Museum, National Gallery e Tate Modern abrigam os maiores tesouros da humanidade e são passagem obrigatória para desvendar a história das civilizações.

Já que o passe é livre e não é preciso garantir os ingressos com antecedência, confiram o que eu vi por lá..

British Museum

O British Museum já chama a atenção pela sua imponente fachada. O prédio é adornado por colunas jônicas e possui um frontão com esculturas no estilo clássico. A escadaria leva à entrada do saguão principal de formato circular. Em 1994 esse espaço passou por uma reforma e ganhou uma cobertura espetacular: uma estrutura metálica com vidros triangulares que deixam passar a luz natural. O autor do projeto foi o renomado arquiteto Norman Foster, o mesmo responsável por projetar a Ponte do Milênio e o edifício 30 St Mary Axe (o Gerkhin).

O British foi fundado em 1753 e seu acervo integra mais de 8 milhões de peças provenientes de todas as partes do mundo, distribuídas pelos três andares do prédio. A coleção exibe obras da arte africana, grega e romana, egípcia, asiática, europeia, japonesa e também do Oriente Médio.

Dentre as atrações mais controversas do museu estão a Pedra Roseta e partes do friso do Parthenon. A pedra encontrada no Egito foi surrupiada em 1801 por Napoleão que a levou para Londres. Lá ela foi estudada e decifrada por estudiosos já que a relíquia contém inscrições em hieróglifos, demótico e grego antigo.

As esculturas provenientes do Parthenon foram transferidas para o museu britânico onde estão, desde 1816, muito bem conservadas. Até hoje elas são motivo de discórdia entre gregos e britânicos. A Grécia reivindica a devolução das peças para serem expostas no Novo Museu da Acrópole.

Dada a grandeza do Museu Britânico, há a necessidade de fazer uma seleção prévia do que se deseja ver. Geralmente opto por um percurso cronológico e faço uma lista pessoal de acordo com minhas preferências. Desta vez visitei as galerias do Egito e da Grécia. Saí de lá renovada e confiante de que tudo que vi iria ficar por muito tempo na memória. Confira o roteiro:

O museu

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Entrada principal do museu e as colunas jônicas
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Detalhe do frontão com esculturas em estilo clássico
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O teto interno do saguão principal do British Museum: projeto do arquiteto Norman Foster
  • Antigo Egito
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Pedra Roseta com inscrições em hieróglifos, demótico e grego antigo

 

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O escaravelho, amuleto mais popular do Egito

 

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Hieróglifos egípcios
  • Grécia

 

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Acompanhando a visita com o áudio-roteiro disponível em várias línguas

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Com os filósofos: Sócrates, Antisthenes, Chrysippos e Epicuro

 

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Parte das estátuas retiradas do frontão do Parthenon

 

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Réplica do Monumento às Nereidas

 

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Réplica da estátua do Templo das Cariátides

Na página oficial do museu você pode conferir toda a programação e planejar a sua visita:

http://www.britishmuseum.org/

http://www.britishmuseum.org/visiting/planning_your_visit/free_tours_and_talks.aspx

 

National Gallery

National Gallery fica localizado em um dos espaços mais belos e vibrantes de Londres, a Trafalgar Square. Com suas fontes exuberantes, a praça é uma atração à parte e fica bem no centro da capital inglesa. É fácil se apaixonar por ela e não querer mais sair de lá.

O museu estatal foi inaugurado em 1824 e concebido para atender a toda a população, não só aos “entendidos” ou aos estudiosos.  O National Gallery abriga as mais representativas obras-primas da história europeia do século XIII até o início do século XX. Entre os destaques estão O casal Arnolfini de van Eyck, Vênus ao Espelho de Velázquez, Girassóis de van Gogh.

Vamos encontrar  desde os renascentistas Botticelli, Leonardo e Rafael, passando pelos nórdicos van Eyck e Dürer, pelo grande mestre Caravaggio até chegar o século XIX e, finalmente, às obras pós-impressionistas de Seurat, Renoir e Cézanne.

O National Gallery é alegria para os olhos, uma parte da história e uma visita inesquecível. Confira as fotos:

O museu

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Trafalgar Square

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Meus favoritos:

O casal Arnolfini, van Eyck

 

Vênus ao Espelho, Velázquez

 

Girassóis, van Gogh

Na página oficial do museu você pode conferir toda a programação e planejar a sua visita:

http://www.nationalgallery.org.uk/

Tate Modern 

Para completar a tríade dos museus gratuitos de Londres, não pode faltar o imprescindível Tate Modern. A sua localização é muito privilegiada, pois ele fica de frente para o Tâmisa e a Ponte do Milênio. Além disso a coleção do museu é de tirar o fôlego!

O Tate Modern Foi inaugurado em 2000 para abrigar a Arte Moderna e entre os grandes mestres a gente encontra Picasso, Matisse e chagal.

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Quem disse que dinheiro não dá em árvore?
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As três dançarinas, Picasso
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Kandinsky
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St. Paul Cathedral e Millenium Bridge
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Um café para recarregar as baterias antes de iniciar a próxima jornada

Na página oficial do museu você pode conferir toda a programação e planejar a sua visita:

http://www.tate.org.uk/visit/tate-modern

Termino essa jornada com a certeza de que tudo isso merece mais do que uma visita.  Quem sabe já não é hora de pensar em voltar, afinal, a Terra da Rainha é um prato cheio para os que amam explorar o conhecimento.

Bye bye.

Até o próximo post.

Buenos Aires: a segunda impressão é a que fica

Centro de Buenos Aires
Centro de Buenos Aires

Por Clarice Menezes

Estive em Buenos Aires pela primeira vez em novembro de 2011 e, em maio de 2014, tive a oportunidade de retornar, o que me fez ter um olhar ainda mais atento sobre a cidade. Ela continua grandiosa por suas largas avenidas e acolhedora por seus charmosos cafés e suas numerosas livrarias. Nesta época do ano, o frio portenho já se anuncia de forma nada modesta, mas apesar dos 9 graus Celsius, a vida cultural intensa da cidade avança noite adentro pela avenida Corrientes. Shows, peças e musicais são as grandes atrações da região.

O bacana de ter ido nesta época foi poder aproveitar o friozinho com tudo o que Bue traz de melhor: os vinhos, a parrilla , as vitrines lotadas de botas e casacos maravilhosos, além dos lenços, cachecóis e dos irresistíveis sombreros. Andar pela cidade me pareceu ainda mais instigante do que da primeira vez, pois pude conhecer novas atrações e também revisitar outras de que havia gostado, afinal, a segunda impressão é a que fica.
Encantada! Gracias, Buenos Aires!

Aqui está nosso pequeno roteiro de 4 dias em Bue:

1˚dia: Musical e Compras
 Entrada do Teatro, musical Priscila, a Rainha do Deserto
1. Caminhamos do nosso hotel até à Florida, aproveitando para rever a cidade.
2. Visitamos a Casa Rosada, a Plaza de Mayo e, na volta para o hotel, escolhemos o musical da noite. Compramos os ingressos para Priscila, a Rainha do Deserto. Ótimo espetáculo! Recomendamos.

3. Antes do evento noturno, fomos ao outlet da avenida Córdoba para comprar casacos. Lá é um local excelente para compras, os preços são ótimos e há sempre a chance de encontrar produtos de qualidade.

2˚dia: El Atheneo, Recoleta, Almoço, Winery e Paseo y Plaza
Aguardando o show cover dos Beatles, no Paseo y Plaza
1. Fomos até a livraria El Ateneo fazer comprinhas indispensáveis e desfrutar do ótimo café servido lá.
2. Passeamos pela Recoleta, almoçamos e visitamos o Recoleta Mall. O “must” ficou por conta da Winery, loja de vinhos imperdível, localizada na entrada do shopping. A loja oferece degustação, bons rótulos e preços.
3. Bem pertinho dali, almoçamos no Rodi-Bar, um restaurante muito honesto e com preços bons. O pedido foi uma costela com batatas e uma taça de vinho, tudo muito delicioso.

4. Para fechar o dia, jantamos no The Cavern Pub em Paseo La Plaza, um complexo cultural agitadíssimo que ficava exatamente em frente ao nosso hotel! Ô, sorte!

3˚dia: Vinhos, Palermo, Malba e Jardim Japonês
Jardim Japonês
1. Logo pela manhã, descobrimos que a Ligier, uma loja de vinhos fantástica, com ótimos preços, que também ficava em frente ao nosso hotel. Ô, sorte dois!
2. À tarde, fomos visitar o Malba em Palermo. Caminhamos pelos arredores até o Jardim Japonês e registramos belíssimas paisagens.
3. Almoçamos em Plaza Serrano, Palermo, onde há dezenas de bares e restaurantes. Escolhemos um bastante acessível e tivemos um ótimo almoço com parrilla e taça de vinho.

4. À noite, fomos ao show do The Beatles no Cavern Pub The, por apenas 3 dólares.

4˚dia: Dia da independência, San Telmo, Mafalda, Messi e Papa
Plaza de Mayo cercadas de manifestantes pró Cristina Kirchner
Plaza de Mayo
1. Pela manhã, fomos caminhando até à avenida Nove de Julho e pegamos um táxi até San Telmo para a famosa feirinha de antiguidades que acontece todos os domingos no local.
2. Na feira, comprei mais um sombrero, bebemos uma Pinta bem gelada e vimos que o Messi e o Papa estão mesmo por todos os lugares, fotos, livros, vídeos. Aproveitamos para tirar fotos com a Mafaldinha que fica na esquina da Chile com a Defensa. Na volta, passando pela Plaza de Mayo e tivemos uma agradável surpresa: era o dia da Independência da Argentina e havia na praça uma grande festa popular com direito a desfiles de sindicatos, partidos, crianças, bandeiras e muito barulho.

3. Voltamos caminhando para o hotel e de quebra, ainda passei no Carrefour da Corrientes e peguei mais um vinho bom e barato. Imagina se a gente vai encontrar uma garrafa por 4 dólares aqui?! Dicas úteis – planejamento da viagem – Principais companhias aéreas que voam do Brasil para Buenos Aires: Gol, Tam, Lan, Aerolineas Argentinas, Qatar Airways, Emirates. Usamos o aplicativo Skyscanner (válido para Android, IOS e Windows fone) para pesquisar as passagens mais baratas, além de acessar com bastante frequência as ofertas detectadas pelo site Melhores Destinos. – Hospedagem: costumamos usar o Booking. Bons preços e boas ofertas. – Câmbio: leve dólares só se já tiver. O melhor é levar reais e trocar no banco de La Nación, para quem vai desembarcar no aeroporto de Ezeiza. Para quem desembarca no aeroporto de Aeroparque, o melhor é fazer o câmbio nas casas de câmbio próximas à rua Florida. Lembrando que reais são bens aceitos para o pagamento de táxi (trecho aeroporto-hotel/hostel/apartamento-aeroporto) e também para o pagamento das diárias de hotel. No entanto, vale sempre perguntar no ato da reserva. – Se pensa em contratar passeios, como conhecer o zoológico de Lujan, opte sempre pelos serviços oferecidos pelo hotel ou de alguma empresa de turismo confiável e indicada. – O deslocamento em Buenos Aires pode ser feito de táxi. Ainda é uma opção barata e rápida. Preste atenção em alguns taxistas. Podem não ser tão honestos como se espera. Boa Viagem!

Os marmotas passam e as lembranças ficam…

Praia de Copacabana e seus encantos.
Praia de Copacabana e seus encantos.

Por Clarissa Bravo

A infância na casa da minha avó paterna era feliz. Luiza, como eu a chamava, era moradora de Copacabana, num trecho muito legal – o Lido. Seu apartamento era de frente para a Rua Belfort Roxo e uma das atrações que mais aguçavam meu imaginário à época era observar as pessoas na rua. Um frenético movimento de vai e vem. Pessoas do mundo todo e também de diversas parte do Brasil, moradores do bairro e da cidade. Copacabana, provavelmente, deve ser o bairro mais visitado do Rio de Janeiro e o que centraliza muitas atividades turísticas – o mar, o calçadão, os bares, as boates, os restaurantes, as prostitutas. E na minha cabeça, moradora de Inhaúma, todos eram marmotas. Marmotas porque eu tinha o privilégio de estar ali, de graça, no lugar em que todos gostariam de estar! Não sabia o porquê dessa lógica. Só percebi quando comecei a viajar…