As mordidas na maçã ou nem só de hambúrguer vive o homem

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Por Márcia Rostheuser

#sejoganomundo

Ir para NY é mais do que viajar para uma cidade, é viajar para o mundo.

Comidas maravilhosas de todos os cantos do planeta, para todos os gostos.

Em geral, nos dias da semana, nas minhas peregrinações pelas quadras pontilhadas de amarelinhos, tento o seguinte roteiro:

Café da manhã em movimento  – Almoço especial – Jantar frugal (antes ou depois de um espetáculo)

E isso, que fique bem claro aqui, por conta de minha fome pela vida cultural da cidade e pelo andarilho que habita meu corpo.

Não desejo nunca dormir, parafraseando a própria Cidade.

Num ritmo lento, degustando cada esquina, porém intenso, me jogo.

Mas como tenho horror a regras, inverto tudo também, e ai é aonde mais me divirto.

Nessa opção, faço do jantar uma cerimônia e, posso ficar horas à mesa, papeando com a minha companhia na aventura, ou um novo conhecido e recém amigo.

Escolho a dedo lugares especiais para um belo jantar, ainda que no horário americano, ali entre 6pm/7pm, embora meu reloginho biológico clame pelas 9:30pm, tradicionalmente brasileira.

Quando se trata de hotspots, reservas são necessárias e costumo fazer pelo www.opentable.com ou diretamente no restaurante para evitar ficar sem mesa, mesmo com o melhor sorriso para a hostess – que by the way, não são de muitos sorrisos. 

Eu contribuo bastante com o Trip Advisor, na medida do que acredito ser um site isento. E me referencio por lá, e pelos meus amigos residentes, sempre um termômetro para minhas análises.

No começo de minhas viagens por aí, eu consultava pessoas para me assessorar e foi fundamental para não entrar em roubadas, mas depois de uns 10 anos entre idas e vindas, meu maior prazer é virar noites e noites desenhando meu roteiro exclusivo e novo a cada viagem.

Vou de 0 a 100, com facilidade, e com isso, abro portas e janelas para várias culturas e mergulhos que só precisam ter sabor e alma. Já comi em estrelados Michellin e na pizza de US$0,99 com a mesma alegria.

Mordi de todos os pedaços desse planetinha destacando comida Árabe, Americana, Turca, Grega, Italiana (aaai os pratos Italianos…!), Francês e até, acompanhando meu grupo da escola na época que morei lá, um Brasileiro e eu garanto: nunca saí decepcionada.

Só busco ficar longe dos restaurantes do Times Square, principalmente nos finais de semana, onde hordas de cidadãos de cidades ou estados próximos da famosa cidade, visitam transformam aquilo em algo bem diferente de uma ótima experiência. Se tiver que ir, vou, mas não é minha escolha…

Aí vão alguns lugares, sem ordem de custo, aonde já fui e que recomendo seja pela experiência impecável de exercer a gula ou pelo simples ambiente, que é tão importante em alguns momentos.

#Se joga no mundo

Um dos maiores prazeres da vida, depois de viajar, pode ser comer…

Lincoln – onde comi fora da Itália, a mais memorável pasta Italiana dos últimos tempos. O Pappardele di Castagna com ragu é de enlouquecer. – o ambiente é clássico, e American Way of Life, total. Público mais adulto no restaurante e mais jovem no bar.
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Lincoln
ABC Cocina – o novo queridinho do povo descolado é no democrático bairro de Union Square no complexo da linda loja da ABC Kitchen e faz parte do grupo do Jean-Georges . Tem culinária sazonal, politicamente correta  em ambiente delicioso com um excepcional serviço.

Shake Shack –  é muito bom e gosto de ir no da Praça ali pertinho do Flatiron Building , a Madison Square Garden, entre a  W 23rd Street e a 26th, amo o ambiente, a pracinha é linda e até no inverno acho delicioso sentar ali nas mesinhas…porém acho que vou ter que discordar da absoluta maioria quanto ao sabor… Heresia ou não, o burguer que adoro chama-se Five Guys – é bem simplinho e muito próximo do que chamamos de pé sujo aqui entre brazucas. Mas no meu paladar, irretocável.

Claudette – ali na 5th Av, entre a 9 e a 10 street – Fomos tomar alguma coisa e beliscar, após o evento por Paris, que ocorreu ali na Washington Square. Amei o ambiente, sentamos no bar por horas, e é bem descomplicado, descontraído, e feliz. Voltarei para jantar um dia. E quando volto, é porque gosto muito mesmo.

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Claudette – restauante

Jean-Georges –  esse 3 estrelas Michellin e 4 estrelas no NYT, é reverenciado pelos gourmets de todo o mundo e recebe a nata da sociedade americana mais jovem, sendo frequentado por executivos, jantares românticos ou celebrações especiais. Caríssimo. Tem um time impecável assistindo cada mesa. Comida elaborada e um pouco apimentada, pede reservas de pelo menos um mês para jantar. O bar é um escândalo de lindo e bem cool.

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Jean-Georges

Café Boulud – eu sempre quis ir a todos do Daniel, e só me falta o homônimo, o Daniel, o mais caro e mais estrelado( era 2** na época). A comida é ótima e o ambiente super relax.

Eu adorava ir, quando morei lá na 66 na Épicerie Boulud, que tem umas delicinhas dessas pra levar pro quarto do hotel ou pro apê. Eu pegava um cachorro quente dos deuses, sempre que saía do cinema. E quando eu comia cachorro quente sem culpa…

Cosí  – para almocinhos rápidos e leves, com preço super, super relax, e delicioso. Uso também para a mesma proposta a rede Le pain Quotidien, também espalhado pela cidade.

Café 28 – fica na 5th avenida com 28 street – acho que se derem um google, nunca vão ler nada sobre esse espaço desconhecido de turistas LoL porém para orçamento de estudante ou apressados sem frescura vai encontrar comida d.e.l.i.c.i.o.s.a, caseira, como a melhor opção que já experimentei por lá.

Para turistar low cost também é funcional. Vai na minha! O purê de batatas é perfeito \0/ e é pertinho do Empire State.

Salsa Y Salsa – a.d.o.r.o esse mexicano, tocado por brasileiros residentes lá há muitos anos. Baratíssimo, farto e delicioso. O famoso B.B.B. fica na 7th avenida, entre 21 e 22 st. E fico feliz por prestigiar esse imigrantes na terra de Obama, fazendo comida mexicana com louvor.

Salsa Y Salsa restaurante
Salsa Y Salsa restaurante

Ai, tem muito mais…mas fica pra nossa próxima conversa por aqui…se joga no mundo!

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Se joga no mundo! Nova York é o melhor lugar para começar.

Coluna do Amigo
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Por Márcia Rostheuser 
Ai, voltar aqui… Voltar a NYC é voltar pra casa de todo mundo, apátrida, inclusiva e oportuna a quem sabe esperar. Cada canto reconheço os pedaços de mim que deixei e que me adubaram pra novas descobertas. NYC é mãe… Tem cheiro, gosto e sensações em cada canto. NYC é pra quem aceita descobrir sem medo, novos caminhos. É pra quem tem coragem de revisitar velhos sonhos com novas músicas de fundo, ainda que todas sejam Elvis, Ella ou Frank. Ela é NEW porque tem sempre o novo lá fora, em baresrestauranteslojas assim mesmo,tudo junto como eles falam do jeito que não podem perder tempo… Mas tem o mais importante…O novo aqui dentro de cada um de nós que ousa te enfrentar e te abraçar. Se joga no mundo! Aqui é o melhor lugar pra começar.
Meu Snapchat é Se joga no mundo!
Escrevo o que sinto, sem corretor e revisão… Como acho que a vida deve ser.
Conte comigo.
Marcia_Ros
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A luz de Lisboa

Por Leonardo da Costa Ferreira

Bandeira de Portugal no Parque Eduardo VII, Lisboa, 2015
Bandeira de Portugal no Parque Eduardo VII, Lisboa, 2015

Canta Camané: “Olho a cidade e parece

Que é de tarde que amanhece

Que em Lisboa é sempre dia”.

Não há luz como a de Lisboa, ouvimos dizer desde sempre. Lisboa é cidade encantada porque tem uma luz de encantar. Mas não será ao contrário? A luz é especial por Lisboa ser a cidade que é? São tantas as certezas sem explicações como tantas são as perguntas sem respostas. Uma coisa é certa, a luz de Lisboa é inacreditável.

Portugal e sua belíssima capital nunca estiveram entre minhas prioridades europeias. Sempre sonhei com Paris, Roma, Veneza, Atenas, Londres, Budapeste e Praga. Por isso mesmo esperava pouco da Europa que fala a minha língua. Visitei o pequeno país ibérico em julho de 2015 e confesso a todos vocês que estou deslumbrado e maravilhado até hoje. Passadas várias semanas ainda sonho com os lugares que visitei na terrinha: Porto, Évora, Batalha, Nazaré, Cascais, Sintra, Óbidos e Fátima. Foram minhas melhores férias europeias. Pretendo voltar novamente com as companhias de minha família e de meu amado filho (Heitor Ferreira).

Vista de Lisboa do Castelo de São Jorge.
Vista de Lisboa do Castelo de São Jorge.

Algumas dicas são fundamentais. Para visitar Porto e Évora vá de trem (Combio Intercidades, como os nativos chamam) é rápido, é fácil e barato. Faça o mesmo para Sintra e Cascais, ou seja, pegue o trem, no caso um Comboio Suburbano. Mas, lembre-se, compre as passagens com um ou dois dias de antecedência na estação central que fica próximo ao Shopping Vasco da Gama. Para ir a Fátima, Batalha e Nazaré (conheça nessa ordem) alugue um carro bem simples e pegue a estrada, mas alugue o carro pela internet ainda no Brasil. No auge do verão europeu o preço dispara mais de 200% em algumas rent a car.

Retornando à iluminada cidade de Lisboa não deixe de andar em um elétrico (bonde), subir e descer as ladeiras do bairro do Chiado, de caminhar pelo Parque Eduardo VII, de visitar o lindo Mosteiro dos Jerônimos, a bela rua Augusta, a exuberante Praça do Comércio – a vista para o rio Tejo é um colírio para os olhos – e a Torre de Belém. Esse último monumento visite apenas por fora ou nas partes comuns (pátio), caso esteja disposto, suba e desça sua escadaria ao som dos seus irritantes alarmes acompanhados de uma turma de croatas. Eles transformam qualquer passeio numa algazarra divertida e animada. São muito, mas muito engraçados.

Torre de Belém, Lisboa, 2015.
Torre de Belém, Lisboa, 2015.

Somente após conhecer a iluminada e ensolarada Lisboa você consegue compreender porque muitos que cantam o fado tem como tema central de suas letras a saudade da terrinha, em particular de sua capital. Lisboa, no verão, é um cenário que povoará alegremente sua mente e seus sonhos semanas após o retorno ao seu país de origem. Alegria que fez eu e minha esposa tomarmos uma decisão: após nos aposentarmos iremos viver em Portugal. Afinal… sonhar ainda não paga imposto.

Cenas turísticas: eu em frente de um elétrico lisboeta e ao fundo um senhor dando um tchauzinho. Lisboa, 2015
Cenas turísticas: eu em frente de um elétrico lisboeta e ao fundo um senhor dando um tchauzinho. Lisboa, 2015

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Coluna do Amigo: Havana por Marcia Monteiro

A Coluna do Amigo do  blog Viagem entre Amigas traz as lindas fotos e o olhar apurado da nossa querida amiga jornalista, roteirista e produtora Marcia Monteiro sobre Havana, Cuba.

De acordo com Marcia, Havana é “no mínimo uma cidade fotogênica! São muitos os atrativos” e “é maravilhoso caminhar pelas ruelas de Havana Vieja, se perder e se achar”.

No meio disso tudo, o refrescante mojito é indispensável para dar o tom!

“A arquitetura preservada e outras que parecem ruir, além da convivência com os cubanos”

foram o ponto alto da viagem.

Nossa amiga, além disso, cursou a Escuela Internacional de Cine y TV (EICTV), em San Antônio de los Baños, considerada uma das mais importantes instituições na área de TV e Cinema. A escola foi criada em 1986 por Gabriel García Márquez, pelo poeta e diretor argentino Fernando Birri e pelo diretor cubano Julio García Espinosa. Destinada aos estudantes da América Latina, desde de sua fundação já recebeu profissionais e estudantes de mais de cinquenta países.

“Um lugar único, onde vivi umas das experiências mais fortes em minha vida…seja pelo nível de ensino ou com pessoas que por lá encontrei…”

“Por aqui até a água viva é azul da cor do mar….”

Para saber mais sobre esta e outras aventuras de nossa amiga viajante, visite o site:

Viagens de Marcia por el mundo de Dios!

Buen viaje!

Hasta la vista!

Coluna do Amigo: Férias na praia tem que ser no Brasil? Acho que não… o Caribe é logo ali!

Por Mônica Ferreira de Oliveira

Punta Cana - República Dominicana
Punta Cana – República Dominicana

Enfim, decidimos. Íamos passar as férias e deveriam ser na praia. A partir da decisão, deu-se início às pesquisas: Salvador, Fernando de Noronha, Fortaleza… Tudo tão… Caro! Mesmo gastando em reais não conseguíamos ficar satisfeitos com o custo-benefício. Até que uma amiga nos deu uma luz: por que tem que ser Brasil? Não, não tem. E não foi. Depois de mais investigações, decidimos nosso destino: Punta Cana na República Dominicana.

Praia de Bávaro - Punta Cana - República Dominicana
Praia de Bávaro – Punta Cana – República Dominicana
Casal apaixonado - Punta Cana - República Dominicana
Casal apaixonado – Punta Cana – República Dominicana

Compramos nossas passagens direto pela Copa Airlines (mega indico) e com a ajuda de uma agência de viagens, decidimos o resort. Essa é uma escolha importante, pois há resorts para todos os gostos e bolsos. Resort para relaxar, ir com crianças ou curtir o tempo todo. Luxo extremo.!! Nosso objetivo, no entanto, era relaxar. Escolhemos assim, o resort Bávaro Princess Paradise Inn. Então, veio a pergunta do agente de viagens: com ou sem royal service? Claro que não! – Respondemos prontamente. Ah! Se arrependimento matasse… o royal service vale cada centavo!!! Não cometam o mesmo erro que nós! A escolha inclui: preferência nos atendimentos nas ilhas de lanches, mais opções de restaurantes e acesso a bebidas tops. Da próxima vez, só vamos de royal!

Mar do Caribe com a ilha Saona ao fundo - Punta Cana - República Dominicana
Mar do Caribe com a ilha Saona ao fundo – Punta Cana – República Dominicana

Viajamos fazendo escala no Panamá e vale a pena reservar um tempinho para desvendar o aeroporto de lá, onde você encontra ótimas lojas estilo outlet. Foi o Duty Free mais em conta que encontramos.

Chegar em Punta Cana é um capítulo à parte. O aeroporto parece uma oca, todo aberto, com ventiladores gigantescos girando gentilmente acima de nossas cabeças. Bem pitoresco.

Aeroporto de Punta Cana
Aeroporto de Punta Cana

Ficamos com uma dúvida: comprar ou não a moeda local? Compramos um pouco, mas não teria feito falta. Os dólares são a preferência local e são aceitos em todos os lugares.

Chegamos ao resort e já no primeiro dia estávamos ansiosos para começar a curtir! Mas ainda tínhamos uma reunião com o host do hotel que ia nos apresentar todas as atrações do resort. Tivemos que ouvir um blá, blá, blá de vendedores querendo que comprássemos um título da rede de hotéis para passarmos as férias. Confesso que no começo foi legal, regalos pra cá, regalos pra lá, mas perdemos a paciência! E a parte boa disso foi que ganhamos um desconto de 100 dólares para o passeio com os golfinhos!!!

O passeio com os golfinhos foi encantador! Aconteceu em alto mar e não ao estilo Disney como achávamos que seria.

Punta Cana - República Dominicana
Punta Cana – República Dominicana

Mas o ponto alto da viagem foi a Isla Saona, ilha paradisíaca em área reservada e onde foi gravado o filme “A Lagoa Azul”. Pegamos uma lancha na ida, paramos no meio do mar do Caribe para um mergulho e vimos estrelas do mar VIVAS!! (e não aquelas mortas que vemos no nordeste preparadas para os turistas). Chegando à Isla, havia um almoço preparado na hora. Delícia! Curtimos a praia e voltamos em um barco regado à música, a dançarinos e à famosa vitamina: Coca-cola misturada com rum. Foi uma experiência e tanto!

Punta Cana, mucho gusto!

Mônica Ferreira de Oliveira

Coluna do Amigo: #Je suis Paris

Por Luciana Ferreira

Paris - verão de 2014
Paris – verão de 2014

Eu sou Paris, porque sou um choque entre sonho e realidade.

Eu sou Paris, porque meu humor varia conforme a música.

Somos contraditórios. Somos Paris!!!

Viajar para Paris é como andar em uma montanha… russa. Seus sentimentos sobem e descem a cada esquina. Aquela Paris em que você está andando às margens do Sena ao som de “La vie em Rose”, vivendo um sonho, saboreando a musicalidade da língua francesa pode desaparecer na rua seguinte. Seja no trânsito infernal ou em um labirinto chamado “metrô”.

Lembro que a primeira sensação que tive ao entrar na cidade não foi muito boa. Fiquei presa em um engarrafamento monstro! Mas eis que alguém gritou: ”-Olha a torre, lá!!” E esqueci de todo o estresse. Apertei meus olhos e vi bem pequenino o monumento que sonhei em ver por toda a minha vida: a Torre Eiffel. Era como se estivesse acordando de um sonho, vendo algo meio nublado, longe, ainda inatingível (na verdade era poluição, KKKK).

Torre Eiffel - Paris - verão de 2014
Torre Eiffel – Paris – verão de 2014

Cheguei ao hotel ainda com uma impressão estranha. Como fiquei em Parc de la Villette (norte de Paris) pude ver uma cidade longe da burguesa Champs Élysées. Uma Paris miscigenada com a presença forte de imigrantes árabes e chineses. Com um gostinho de subúrbio, muito aconchegante e sem estar repleta de turistas.

Vista da cidade de Paris ao chegar na igreja de Sacré Coeur em Montmartre. Repare que o pessoal fica sentado na grama esperando o pôr do sol.
Vista da cidade de Paris ao chegar na igreja de Sacré Coeur em Montmartre. Repare que o pessoal fica sentado na grama esperando o pôr do sol.

Mas o meu encontro com a Torre seria surpreendente. Para fugir das filas diurnas, a melhor hora para subi-la é durante a noite. Não há praticamente fila e o único porém é o vento cortante que com a ajuda de um casaco quentinho resolve a questão (que não foi meu caso!!!). Tive, então, meu momento “meia noite em Paris”. Toda aquela idealização, com musiquinha tocando na cabeça retornou e eis que na virada dos dias a torre explodiu em luzes piscantes azuis e todos aplaudiram. E o aplauso aumentou quando um homem se ajoelhou e pediu a namorada em casamento. Meu Deus…

Paris
Casal fazendo ‘book’ de casamento. Paris – verão de 2014

Mas desci da torre e a musiquinha parisiense saiu de minha cabeça ao ver o tamanho da fila do táxi. Ao chegar no hotel, por um erro de tradução, percebi que o restaurante não era vinte e quatro horas e sim fechava às vinte e quatro horas! O jeito foi atacar os biscoitos que vieram do Brasil!

Arco do Triunfo - Paris - verão de 2014
Arco do Triunfo – Paris – verão de 2014

Para ir a Paris tem que gostar de andar (anda-se muito!). Certo dia, andei uma distância equivalente a ir a pé do Méier até o centro do Rio! A comida não é muito barata e a porção não agrada àqueles que estão acostumados com um prato generoso. Para turistas mais descolados, vale apelar para os sanduiches. E, diga-se de passagem, o meu melhor almoço foi em um pé sujo parisiense em ÎLe de la Cité. Lá devorei a pizza mais gostosa da minha vida!!!

Fonte nos jardins da basílica de Sacré Coeur
Fonte nos jardins da basílica de Sacré Coeur

Estar em Paris é se chocar com o tamanho e a beleza dos monumentos (o prédio do museu des Invalides é belíssimo!!!), é se perder no metrô, é ver uma multidão de turistas chineses, é se sentir muito pobre ao ver um preço de um Cartier, é se ver no Saara nas lojinhas de Montmartre,, é relaxar nos cafés e desrelaxar ao ser avisada pelo garçom que deve guardar sua máquina por causa dos assaltantes…

Paris é uma cidade que mexe com a sua psiquê. São altos e baixos. É a sua idealização se chocando com os problemas típicos de uma grande metrópole.

Champs Élysées - Paris - verão de 2014
Champs Élysées – Paris – verão de 2014

#SomosParis.Somos esse turbilhão de emoções. Esse subir e descer da montanha. Digo que meus sonhos sobreviveram a minha ida a Paris. Nessa montanha… francesa subi e desci e fiquei com um gostinho de quero mais.

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Coluna do Amigo: As cidades francesas sob as lentes de Arigio André Sousa ‒ breves impressões de um morador temporário

Por Arigio André Sousa

Tive a oportunidade de viver na França por mais de dois anos. É um país maravilhoso, sobretudo pelo turismo. Gostei demais! Minha adaptação foi bem rápida. Nos fins de semana pegava a estrada! Apesar de Paris ser de imperiosa visita para o turista, prefiro o interior, a zona rural e as cidades litorâneas. Inicialmente abordarei as praias da Baixa Normandia. Locais onde ocorreu a operação Overlord, no famoso dia D, em 06 de junho de 1944.

Operação Overlord - 1944
Operação Overlord – 1944
Normandia, França - 2012
Normandia, França – 2012

Nunca imaginei conhecer as praias da Normandia. Não gosto de guerra. Sou um pacifista declarado. Contudo, ao andar naquelas areias, não há como não sentir emoção, mesmo não tendo a capacidade de defini-la. Senti um profundo pesar pelos milhares de soldados mortos. Creio que a maioria preferia não ter estado ali. E isso também se aplica aos soldados nazistas, pois caso fugissem do recrutamento obrigatório, eram executados. Na primeira praia que visitei, Utah Beach, voltei mentalmente até 1944. Num momento de extrema paz e tranquilidade, sozinho na praia, minha mente me colocou naquele inferno…que certamente estamos longe de imaginar a precisa desgraça. Fiz uma breve oração. Compreendi a extrema importância da história, para que aumentemos nossas chances de evitarmos a ocorrência de guerras.

Utah Beach - Normandia - 2012
Utah Beach – Normandia – 2012
Utah Beach - Normandia - 2012
Utah Beach – Normandia – 2012
Utah Beach - Normandia, França - 2012
Utah Beach – Normandia, França – 2012
Omaha Beach - Normandia - 2012
Omaha Beach – Normandia – 2012
Omaha Beach - Entrada do bunker alemão, wn62 - Normandia - 2012
Omaha Beach – Entrada do bunker alemão, wn62 – Normandia – 2012
Omaha Beach - Cemitério Americano - Normandia/França - 2012
Omaha Beach – Cemitério Americano – Normandia/França – 2012
Omaha Beach - Cemitério Americano - Normandia/França - 2012
Omaha Beach – Cemitério Americano – Normandia/França – 2012
La Cambe - Cemitério Alemão - Normandia/França - 2012
La Cambe – Cemitério Alemão – Normandia/França – 2012
La Cambe - Cemitério Alemão - Normandia/França - 2012
La Cambe – Cemitério Alemão – Normandia/França – 2012

E por fim, um vídeo que retrata todos esses locais, numa perspectiva positiva daquela região. Na ponte que aparece ao fim – lindíssima, passei inúmeras vezes… ela separa a Alta Normandia da Baixa Normandia.

Parabenizo minha amiga Clarissa por seu belíssimo trabalho, e agradeço a agradável oportunidade de dividir a maravilhosa experiência com vocês.

Boa leitura e bon voyage!

arígio andré sousa