O barato de Londres

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PorClariceMenezes

O barato de Londres 

Mesmo com a libra lá nas alturas é possível curtir Londres e aproveitar o que ela oferece gratuitamente caminhando pelas ruas da cidade. Mercados, parques, praças, avenidas, monumentos e edifícios icônicos são algumas das atrações que o viajante encontra por lá.

Mas para os apaixonados por Arte, a cidade proporciona aos visitantes conhecer os três museus dentre os mais fantásticos do mundo sem pagar nadinha. British Museum, National Gallery e Tate Modern abrigam os maiores tesouros da humanidade e são passagem obrigatória para desvendar a história das civilizações.

Já que o passe é livre e não é preciso garantir os ingressos com antecedência, confiram o que eu vi por lá..

British Museum

O British Museum já chama a atenção pela sua imponente fachada. O prédio é adornado por colunas jônicas e possui um frontão com esculturas no estilo clássico. A escadaria leva à entrada do saguão principal de formato circular. Em 1994 esse espaço passou por uma reforma e ganhou uma cobertura espetacular: uma estrutura metálica com vidros triangulares que deixam passar a luz natural. O autor do projeto foi o renomado arquiteto Norman Foster, o mesmo responsável por projetar a Ponte do Milênio e o edifício 30 St Mary Axe (o Gerkhin).

O British foi fundado em 1753 e seu acervo integra mais de 8 milhões de peças provenientes de todas as partes do mundo, distribuídas pelos três andares do prédio. A coleção exibe obras da arte africana, grega e romana, egípcia, asiática, europeia, japonesa e também do Oriente Médio.

Dentre as atrações mais controversas do museu estão a Pedra Roseta e partes do friso do Parthenon. A pedra encontrada no Egito foi surrupiada em 1801 por Napoleão que a levou para Londres. Lá ela foi estudada e decifrada por estudiosos já que a relíquia contém inscrições em hieróglifos, demótico e grego antigo.

As esculturas provenientes do Parthenon foram transferidas para o museu britânico onde estão, desde 1816, muito bem conservadas. Até hoje elas são motivo de discórdia entre gregos e britânicos. A Grécia reivindica a devolução das peças para serem expostas no Novo Museu da Acrópole.

Dada a grandeza do Museu Britânico, há a necessidade de fazer uma seleção prévia do que se deseja ver. Geralmente opto por um percurso cronológico e faço uma lista pessoal de acordo com minhas preferências. Desta vez visitei as galerias do Egito e da Grécia. Saí de lá renovada e confiante de que tudo que vi iria ficar por muito tempo na memória. Confira o roteiro:

O museu

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Entrada principal do museu e as colunas jônicas
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Detalhe do frontão com esculturas em estilo clássico
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O teto interno do saguão principal do British Museum: projeto do arquiteto Norman Foster
  • Antigo Egito
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Pedra Roseta com inscrições em hieróglifos, demótico e grego antigo

 

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O escaravelho, amuleto mais popular do Egito

 

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Hieróglifos egípcios
  • Grécia

 

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Acompanhando a visita com o áudio-roteiro disponível em várias línguas

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Com os filósofos: Sócrates, Antisthenes, Chrysippos e Epicuro

 

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Parte das estátuas retiradas do frontão do Parthenon

 

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Réplica do Monumento às Nereidas

 

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Réplica da estátua do Templo das Cariátides

Na página oficial do museu você pode conferir toda a programação e planejar a sua visita:

http://www.britishmuseum.org/

http://www.britishmuseum.org/visiting/planning_your_visit/free_tours_and_talks.aspx

 

National Gallery

National Gallery fica localizado em um dos espaços mais belos e vibrantes de Londres, a Trafalgar Square. Com suas fontes exuberantes, a praça é uma atração à parte e fica bem no centro da capital inglesa. É fácil se apaixonar por ela e não querer mais sair de lá.

O museu estatal foi inaugurado em 1824 e concebido para atender a toda a população, não só aos “entendidos” ou aos estudiosos.  O National Gallery abriga as mais representativas obras-primas da história europeia do século XIII até o início do século XX. Entre os destaques estão O casal Arnolfini de van Eyck, Vênus ao Espelho de Velázquez, Girassóis de van Gogh.

Vamos encontrar  desde os renascentistas Botticelli, Leonardo e Rafael, passando pelos nórdicos van Eyck e Dürer, pelo grande mestre Caravaggio até chegar o século XIX e, finalmente, às obras pós-impressionistas de Seurat, Renoir e Cézanne.

O National Gallery é alegria para os olhos, uma parte da história e uma visita inesquecível. Confira as fotos:

O museu

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Trafalgar Square

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Meus favoritos:

O casal Arnolfini, van Eyck

 

Vênus ao Espelho, Velázquez

 

Girassóis, van Gogh

Na página oficial do museu você pode conferir toda a programação e planejar a sua visita:

http://www.nationalgallery.org.uk/

Tate Modern 

Para completar a tríade dos museus gratuitos de Londres, não pode faltar o imprescindível Tate Modern. A sua localização é muito privilegiada, pois ele fica de frente para o Tâmisa e a Ponte do Milênio. Além disso a coleção do museu é de tirar o fôlego!

O Tate Modern Foi inaugurado em 2000 para abrigar a Arte Moderna e entre os grandes mestres a gente encontra Picasso, Matisse e chagal.

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Quem disse que dinheiro não dá em árvore?
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As três dançarinas, Picasso
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Kandinsky
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St. Paul Cathedral e Millenium Bridge
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Um café para recarregar as baterias antes de iniciar a próxima jornada

Na página oficial do museu você pode conferir toda a programação e planejar a sua visita:

http://www.tate.org.uk/visit/tate-modern

Termino essa jornada com a certeza de que tudo isso merece mais do que uma visita.  Quem sabe já não é hora de pensar em voltar, afinal, a Terra da Rainha é um prato cheio para os que amam explorar o conhecimento.

Bye bye.

Até o próximo post.

Nova York quadro a quadro: Metropolitan Museum of Art

Coluna Arte & Viagem

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Templo de Dendur

PorClariceMenezes

Para quem sempre foi apaixonada por arte, o Metropolitan Museum of Art de Nova York, um dos mais importantes museus do mundo, é o lugar ideal para conhecer e explorar a história da arte e das civilizações.

É verdade que museus sempre exerceram sobre mim um enorme fascínio e o Met, como é carinhosamente chamado, foi o primeiro do gênero que visitei, há vinte anos. Desde então, minha relação com a arte só se intensificou e grandes museus não podem faltar em meus roteiros de viagem (já fiz um post sobre o  MoMA).

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O Met já se mostra formidável à primeira vista por sua arquitetura, sua fachada imponente e pela escadaria que leva ao saguão de entrada, onde a movimentação é intensa a qualquer hora do dia. Vale ressaltar que o valor do ingresso é sugerido em vinte dólares, mas qualquer pessoa pode doar a quantia que desejar.

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Metropolitan
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Templo de Dendur – encomendado pelo imperador Augusto de Roma. Doado aos EUA pelo governo do Egito

O museu tem aproximadamente 250 salas e cerca de 2 milhões de itens distribuídos pelos dois andares do edifício. É impossível ver tudo em um único dia! Portanto, para aproveitar ao máximo o programa, recomendo chegar logo pela manhã. Além do que, a visita exige planejamento e, nada melhor do que selecionar com antecedência o que se deseja ver. Durante o percurso é bom ter em mãos o mapa das galerias. Há também a opção de alugar o áudio-guia disponível em várias línguas ou ainda de fazer download do aplicativo para celular.

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Mapa do Met

Além das galerias, o museu também dispõe de espaços especiais recheados de obras de arte, lindos jardins, cafés e até mesmo um terraço, o Roof Garden Café, famoso por seus badalados eventos. Você não pode deixar de dar uma paradinha no pátio interno, seja para recarregar as baterias ou para apreciar, através das vidraças, as paisagens que são verdadeiras pinturas!

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Café do pátio interno
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Através da vidraça, vista para o Central Park
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Diana

Desta vez fiz uma escolha cronológica e iniciei a visita pela galeria de Arte Egípcia, segui para a do Século XIX, e por fim, Arte Moderna e Oceania.
Com tudo organizado e roteiro definido, é hora de desfrutar as mais belas e preciosas obras de arte, se divertir bastante e aprender muito!

Confira o roteiro!

Arte Egípcia

É uma das alas mais extraordinárias do acervo com verdadeiros tesouros da humanidade. Certamente, a galeria egípcia desperta emoções peculiares no visitante, principalmente, nos amantes da mitologia, afinal, tudo o que está ali tem alguns milhares de anos. Pinturas, esculturas, sarcófagos, objetos de uso pessoal, fragmentos arquitetônicos, enfim, uma série de elementos do mundo antigo prontos para despertar a nossa curiosidade.

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Maxi-colar! Boa sacada da Bravo! Ri muito!
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Templo de Dendur

Século XIX

Na galeria do século XIX demos destaque aos espaços destinados a Van Gogh, Claude Monet, Cézanne, Edgar Degas, Rodin entre outros. Impossível não se render a tanta inspiração!

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Campo de trigo com cipestres, Van Gogh
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Pequena bailarina, Edgar Degas
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Eros e Psique, Auguste Rodin

Arte Moderna

Na galeria de Arte Moderna, Kandinsky, Picasso, Miró, Pollock, Lichtenstein estão entre os nossos favoritos. Sem chance de não registrar essa magnífica experiência!

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Kandinsky
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Picasso
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Miró
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Roy Linchtenstein
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Jackson Pollock

Oceania

A ala da Oceania foi muito surpreendente. Uma nova arte se revelou para mim. As esculturas, em sua maioria de madeira e coloridas, provocaram um grande impacto em minha percepção.

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Cada galeria me impressionou de uma forma diferente. E depois da visita, com os pés cansados mas com os corações alegres, o que mais queríamos, Clarissa e eu, era sentar nas escadarias do museu, devorar um hotdog e celebrar a experiência de termos visto pelo menos cinco mil anos de cultura e de história das civilizações.

Bye bye,

Até o próximo post!

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Escadaria do Met. Cansadas mas com os corações alegres!

 

 

Itália: um giro, 8 cidades e muita Arte! Por Cris Geraldelli

Coluna do Amigo Correspondente
15 - FIRENZE - A indescritível DUOMO di FIRENZE - De emocionar
FIRENZE – A indescritível DUOMO di FIRENZE – De emocionar
Por Cris Geraldelli
Cris e sua amiga de infância, Fernanda Côrtes Gomes, Fizeram um giro por 8 cidades da Itália em 12 dias: Venezia, Bologna, Firenze, Lucca, Pisa, Pavia, Roma, Milano.
Como as 2 amigas, entre tantas coisas em comum, estudaram na Escola de Belas Artes do Rio de Janeiro, a viagem além de turística, visava conhecer as principais Obras de Arte de grandes artistas como Leonardo Da Vinci, Michelangelo, Botticelli, Raffaelo e Caravaggio.
O que para Fernanda foi a primeira vez, para Cris foi uma grande revisitação, pois em 1998 (17 anos atrás) ela morou por 3 meses em Firenze, para fazer um curso de Restauro Pittorico, e já havia visto praticamente tudo o que retornou agora para mostrar a sua querida amiga.
Confira o roteiro!
VENEZIA
Lugar da famosa Biennale di Arte Contemporânea, tivemos que dividir o tempo entre os museus e mostras da Biennale, e conhecer os diversos pontos turísticos e as ilhas de Murano, Burano e Torcello.
Venezia é uma cidade-cartão postal para todo canto!
Cada canal, cada ponte, cada palazzo, são imagens fotográficas a todo instante.
Um pulo a Burano é imperdível, é uma cidade-ilha com um estilo de vila de pescadores, com um artesanato de renda de bilro (merletto) e o Museo del Merletto (www.museomerletto.visitmuve.it).
Na Chiesa di San Martino uma surpresa: Uma pintura de Tiepolo “La crocifissione”.
Em Murano, chegamos no fim da tarde e sem a enxurrada de turistas.
Fim do dia lindo, com um jantar delicioso no Ristorante dalla Mora do Chef gentilissimo Loris.
Os garções simpaticíssimos e o ambiente bem mais tranquilo que Venezia.
10 - VENEZIA - Com o chef Loris no simpático Ristorante dalla Mora em Murano
VENEZIA – Com o chef Loris no simpático Ristorante dalla Mora em Murano
Tudo que puderem pedir de frutos do mar em Venezia e suas ilhas, peçam!
Pizza di frutti di mare, pasta alla seppia, o famoso “fritto misto”, sempre com vinho branco da casa e de digestivo o italianíssimo Limoncello.
Só fiquem atentos ao pedir o peixe inteiro, pois o preço do cardápio é por cada 100gr. E pode vir uma conta muito salgada no fim.
Não consegui desta vez ir a Torcello, uma ilha bem perto de Burano, que tem fundações do Império Romano, uma Catedral do século VII, que se encontra hoje como foi reformada no século XI.
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VENEZIA – A beleza do homem italiano
Com a mesma influência das igrejas de Ravenna, tem mosaico bizantino ainda preservado. Uma jóia, que Fernanda terá que retornar para ver!
01 - VENEZIA - Buquet de Pimenta
VENEZIA – Buquet de Pimenta
06 - VENEZIA - a FOFA e IMPERDÍVEL ilha de Burano
VENEZIA – a FOFA e IMPERDÍVEL ilha de Burano
BOLOGNA
Passadinha básica em Bologna para ver uma amiga e jantar numa típica cantina Bolognesa, passando pela Piazza Maggiore e pela Fontana del Nettuno. E vi, enfim, a fachada da Basilica di San Petronio depois da Restauração.
14 - BOLOGNA - Basilica a Piazza Maggiore - uma passadinha em Bologna para rever outra amiga e seguir viagem
BOLOGNA – Basilica a Piazza Maggiore – uma passadinha em Bologna para rever outra amiga e seguir viagem
FIRENZE
É definitivamente a cidade das Artes em todo o planeta.
Chegar pelas ruas estreitas e dar de cara com o Duomo, é sem dúvida uma experiência única.
Assim como chegar na Piazza della Signoria, onde tem também sua Fontana del Nettuno, o David de Michelangelo, uma galleria aberta de esculturas, o Palazzio Vecchio e a Galleria dei Uffizi, onde hospeda grandes obras de arte dos artistas italianos de várias épocas.
De Botticelli a Caravaggio. De colocar a prova o coração de quem estudou arte.
Fim do dia, passando pela Ponte Vecchio já fechando suas lojas, o azul do céu caindo e contrastando com as luzes de um amarelo quente, atravessar o Arno e ir tomar um delicioso aperitivo num dos restaurantes com vista para o rio.
Para quem não sabe, um dos costumes do norte da Itália é das 18 às 21h os restaurantes, cafés e bares, algumas pasticcerie também, servem o APERITIVO. Você paga a bebida, que pode ser um drink, uma taça de vinho ou um spritz (drink tradicional italiano), na faixa de 6 a 10 euro,
dependendo do local (alguns hotéis badalados chegam a 20 euro o drink), e come a vontade um buffet de pratos frios e quentes.
Para quem não bebe muito, é uma forma de “jantar” mais barato que ir a um restaurante com menu turístico, por exemplo!
FIRENZE – Netuno
17 - FIRENZE - Palazzo Vecchio e Piazza della Signoria - Arte por toda parte
FIRENZE – Palazzo Vecchio e Piazza della Signoria – Arte por toda parte
LUCCA
Pequena cidade que ainda possui todo o seu muro original, é uma jóia bucólica, charmosa e cheia de lojinhas, cafés, detalhes, que te faz relaxar da muvuca turística enfrentada nas cidades mais famosas.
PISA
O complexo do Duomo de Pisa, foi especialmente tomado por um dia de intensa chuva e um céu branco, que tornou a experiência de chegada um verdadeiro momento de admiração e limpeza visual.
Toda em mármore branco, os volumes clássicos de Batistério, Catedral e Torre,
sobre o gramado verde e com o fundo do céu branco, ganhava uma leveza que até justificava a torre torta.
Tiramos as clássicas fotos com a Torre, claro!
PAVIA
Pavia é a cidade que eu escolhi, ou que me escolheu, para começar uma nova vida na Itália.
É uma cidade linda, mágica, poética. Sou apaixonada!
Situada na Lombardia, a 35km de Milano, é uma cidade universitária, muito famosa pelo curso de Medicina, tem seu castello, sua Ponte, seu Rio, e muita felicidade.
Leonardo Da Vinci viveu em Pavia por 6 meses, para estudar nas suas famosas bibliotecas e desenvolver o projeto para o Naviglio de Milano, que traz as águas pluviais de Milano até o Rio Ticino.
No Parco del Ticino, fizemos nosso primeiro picnic com a mesma toalha da Fernanda que fazíamos picnic no Aterro do Flamengo, quando eu ainda morava no Brasil. Basta passar num mercado, que tem tudo para um bom picnic de última hora, com direito inclusive a garrafinhas de PROSECCO com tampa de rosca para estas emergências.
Andar pelas ruas medievais do centro histórico de Pavia, mistura moda, bicicletas, vitrines deliciosas de cafeterias, e muita gente jovem e bonita nas ruas.
Ah! E o delicioso gelato na Latteria e Gelateria Da Cesare, na Corso Garibaldi, tradição em Pavia desde os anos 60.
O de Mango, de Pistacchio e de Ciocolato Fondente são IMPERDÍVEIS!!!! E para quem não é chegado em sorvete, tem cioccolata calda (chocolate quente) em 3 versões: al latte, fondente e bianco, e sempre se pode colocar a panna montata ou o zabaione, tudo fabricado ali, artiginale!!!
ROMA
Passear por Roma por si só, já é uma experiência. A cidade flui… de uma fontana a outra… pelo Rio Tevere, o Castello Sant’Angelo… pelas vias e pontes, um delicioso percurso de surpresas.
Como a Fontana di Trevi estava ainda fechada para restauro, abrindo 2 semanas depois que estivemos em Roma… :(, e a escadaria da Piazza di Spagna também interditada, o burburinho principal se encontrava nas redondezas da Piazza Navona, sempre animada, com artistas de rua, turistas, cafés e restaurantes.
49 - ROMA - Piazza Navona sempre bem frequentada
ROMA – Piazza Navona sempre bem frequentada
Ali bem perto, um segredo imperdível: Chiesa San Luigi dei Francesi, com 3 pinturas maravilhosas do Caravaggio.
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Caravaggio
Do Pantheon, às fontanas, passear por Roma você pode se deparar com uma ruína romana a cada esquina. Cantos e pequenas ruas super lindas, lojinhas muito particulares, e um astral muito descontraído!
51 - ROMA - PANTHEON
ROMA – PANTHEON
52 - ROMA - No centro do teto do Pantheon
ROMA – No centro do teto do Pantheon
Passamos no Vaticano no fim do dia, onde visitamos a Basilica de San Pietro, e vimos, entre outras coisas, a Pietá de Michelangelo.
E na saída, novamente as luzes do fim do dia e início da noite deixaram-nos de boca aberta!
67 - ROMA - Vaticano missa do Papa Francesco
ROMA – Vaticano missa do Papa Francesco
No dia seguinte, visita ao Museo del Vaticano, onde pudemos ver tantas coisas belas, mas principalmente a Capela Sistina com o famoso afresco de Michelangelo, e a Stanza di Raffaello, com o afresco do mesmo: A escola de Athenas.
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ROMA – Vaticano -Escola de Atenas – Rafaello
Therme di Caracalla, Coliseo, Foro Romano, Campidoglio, Altare della Pace, Colonna di Traiano, Arco di Constantino, outro percurso maravilhoso!
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ROMA – Foro Romano I
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ROMA – Foro Romano II
62 - ROMA - Coliseo
ROMA – Coliseo
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ROMA – Termas de CAracalla
No Domingo assistimos a uma missa do Papa Francesco, na Piazza della Basilica di San Pietro, para canonização de 3 beatos, com direito a passeio do Papa no papamóvel. Uma benção! Pois este Papa é demais!!!!
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ROMA – Papa Francisco no Papa Móvel
E não poderia faltar um almoço-picnic em Roma… na Villa Borghese, depois de uma linda vista da cidade do alto!
70 - ROMA - Villa Borghese - segundo picnic da toalha viajada da Fernanda
ROMA – Villa Borghese – segundo picnic da toalha viajada da Fernanda
MILANO
Ir a Milano é ir na Piazza DUOMO. Ano da EXPO 2015 em Milano, a cidade bombando.
E como não se impressionar com a Catedral e a Galleria Vittorio Emanuele II?!
Chegando ao centro, tudo se faz a pé… vai andando que vai vendo lojas, moda, design, arte, estilo, história…
Dica quente é conhecer o Museo del 900. Uma coleção de primeira dos futuristas italianos, alguns Morandi, De Chirico, e muitos Lucio Fontana.
Além de uma obra do artista contemporâneo, Michelangelo Pistoletto, da coleção permanente, que é uma das minhas obras preferidas do Museo.
Pegamos uma mostra gratuita de uma coleção que foi doada ao museu. Tudo top!
E fomos fazer nosso picnic também, regado a Prosecco no Parco Sempione, atrás do Castello Sforzesco.
Último picnic da temporada outono-inverno da toalha da Fernanda!
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Milano – último picnic da temporada (1)
71 - MILANO - Piazza Duomo e a famosa Galleria Vittorio Emanuele II
MILANO – Piazza Duomo e a famosa Galleria Vittorio Emanuele II
72 - MILANO - O touro da Galleria Vittorio Emanuele II
MILANO – O touro da Galleria Vittorio Emanuele II
74 - MILANO - Castello Sforzesco
MILANO – Castello Sforzesco
Itália…
E assim, foram nossos dias, eu revisitando e apresentando, e Fernanda conhecendo.
Sempre provando os Gelatos de cada lugar, pois o sorvete italiano, não tem para ninguém…
faça frio ou sol, gelato sempre!!! 😉
O link para o restaurante de Murano:
 
ou a página do FB:
 
 
O Chef Loris foi um fofo com a gente!
Foi embora com a gente e nos acompanhou até perto do camping que ficamos depois!!!
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MoMA: O sonho de todo viajante apaixonado por arte.

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PorClariceMenezes

Percorrer as galerias do Museu de Arte Moderna de Nova York encanta e desafia a nossa curiosidade.  O MoMA abriga não só Arte Moderna, mas também dedica seu espaço a novos artistas.

 

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Balzac por Rodin. Impressionante!

Um dos pontos altos do museu é o seu edifício. Com um grande vão no pátio interno, o visitante pode desfrutar do interior e do exterior através da enorme fachada de vidro com vista para o jardim e edifícios da cidade. Logo na entrada, temos a corpulenta escultura de Balzac. Estrategicamente posicionada no saguão do museu, a obra do mestre Rodin contrasta com as escadarias que dão acesso às galerias. Desta vez tivemos a sorte de encontrar as esculturas de Picasso na exposição em cartaz. Mais de cem obras do artista bem ali ao alcance dos nossos olhos.

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MoMA
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Papier-mâché, Picasso com Clarissa Bravo!

Picasso teve o privilégio de poder criar e recriar inúmeras obras de arte e de testar diferenciados métodos e materiais ao longo de seus 92 anos. Madeira, papier mache, bronze e cerâmica são apenas algumas das estratégias utilizadas por ele para esculpir sua arte.

O MoMA tira o nosso fôlego à medida que avançamos pelas salas. É uma surpresa incrível atrás da outra até nos depararmos com a atração mais disputada: “A Noite Estrelada” de Vincent Van Gogh concentra uma multidão de admiradores na busca pelo melhor ângulo. É a Monalisa do MoMA!

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A Noite Estrelada, Van Gogh

Mas não para por aí. Com uma coleção rica e variada, Monet, Cézanne, Pollock, Klimt, Mondrian, Duchamp e Matisse são, entre outros, o que todo viajante apaixonado por arte deseja encontrar! Para os fãs da Pop Art, Warhol marca presença com suas latas de sopa e suas celebridades. Os sapatos são uma atração especial! Verdadeiras lindezas!

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Andy Warhol
Warhol, Sopas Campbell
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Matisse, painel A piscina
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Henri Matisse, La serpentine 1909

É verdade que o museu está invariavelmente sempre cheio. Mesmo pela manhã, horário em que visitamos, já transbordava de gente! A vida é isso, tudo o que é bom, todo mundo quer, mas prepare as pernas e esteja munido de um confortável calçado, pois não sairá imune desta aventura, principalmente até chegar à lojinha do museu. É lá que você irá deixar os seus últimos tostões se não tiver foco. A lojinha do MoMA é mesmo um espetáculo à parte. Americanos sabem como fazer isso. Não se sinta culpado, afinal, você irá agradecer por ter tido essa oportunidade e sairá de lá feliz da vida.

Até o próximo post!

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Lojinha
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Painel, Claude Monet
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Mademoiselle d’Avignon, Picasso
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Duchamp, A roda de bicicleta
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Meu Pollock querido e a multidão!

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Safári em livro de mesa de centro

Mar mediterrâneo

Por Marcelo Freire

Folheando o Caderno Ela – aquele mesmo das mulheres com espinha de cabideiro, quinquilharia digna de museu de arte moderna, decoração de casa de boneca e culinária escultórica -, encontro um ensaio no estilo Cinderela do sertão. A modelo, em meio ao barro e ao cerrado, posa com a barra do vestido limpa, a blusa branca engomada, os cabelos saboreados pelo vento. Não tenho como não deixar de pensar em Hapburn, Gable, Wayne. Robert Redford e seu túmulo povoado por leões. O Caderno deve ter pensado a mesma coisa. Segue uma bela matéria sobre hotéis milimetricamente rústicos, caminhonetes primorosamente preparadas para qualquer terreno, feras prontas para serem abatidas por gigapixels. Subir num balão e cortar a savana. Nada mal. Bem mais confortável que bancar um Louco Max no deserto montado num Lada cortando o Atacama ou como co-piloto do Paris-Dakar, o que, aliás, mais ninguém faz. Se bem que se o interesse é viver uma aventura, sugiro uma balsa pelo Mediterrâneo, sentido sul-norte. Boa sorte.

Marcelo Freire

Como planejar sua primeira viagem a Nova York

Por Clarissa Bravo

Central Park
Central Park

A Big Apple é uma cidade extremamente sedutora. Dá para se apaixonar logo de cara. Traz a exata noção de megalópole, de mundo. Porque é ali, naquele pedacinho de chão, a esquina do mundo: 279 idiomas falados numa única cidade! Era certo que um dia poderia ter a oportunidade de conhecer Nova York e que seria incrível. Só não imaginei que fosse tanto…. New York 017 E como planejar uma viagem com poucos recursos? Sabe, não sou daquelas pessoas que nadam em dinheiro. E a cidade é famosa por ser um centro turístico caro: hospedagem, locomoção, alimentação. Nada é barato, ainda mais se compararmos com o Real, a moeda brasileira.

Então, vamos por partes:

Passaporte

Para sair do Brasil, com exceção de alguns países da América do Sul (onde se usa o RG emitido nos últimos 10 anos), o cidadão brasileiro precisa do seu passaporte. A primeira etapa é entrar no site da Polícia Federal e preencher a solicitação do documento e pagar a GRU (Guia de Recolhimento da União) no valor de R$ 156,07. O atual prazo de validade do documento é de 5 anos. Vale sempre checar se o passaporte está na validade.

A União Européia exige, por exemplo, que o passaporte expire em 4 meses após a data do retorno do visitante estrangeiro. Por exemplo, se você pretende viajar em julho de 2015 (indo e voltando nesse mês) seu documento não pode expirar antes dezembro do mesmo ano.

Portanto, atenção!

Visto americano

O primeiro passo para viajar aos EUA é providenciar o visto americano. Existe uma certa burocracia e exige atenção. Preencha o formulário com calma e responda a todas as perguntas. Antes, porém, tenha em mente o seu destino no país e a durabilidade da sua viagem, porque essa é uma informação muito importante na hora do preenchimento do Formulário DS-160. O documento pede, inclusive, o endereço da sua estadia.

Li muitas dicas e vi alguns vídeos no Youtube, mas o que vale realmente é seguir as determinações pedidas pelo governo americano, incluindo aquela interminável lista de papéis que provam que você é um cidadão com vínculos fortes com o Brasil – extrato bancário, documento de veículo, escritura de apartamento, declaração de matrícula de filhos na escola, contracheque etc. – e, que, sobretudo, não apresenta nenhuma ameaça imigratória para os EUA. A minha entrevista foi tranquila, me perguntaram poucas coisas. Não fiquei nem 5 minutos sendo entrevistada.

Passagens aéreas

Passaporte e visto em mãos! O meu próximo passo foi a compra das passagens aéreas. Sou uma aficionada em checar as promoções que os Melhores Destinos publicam. E foi numa dessas pesquisas que eu consegui uma passagem ótima, voo direto, preço melhor ainda. Com a alta do dólar, as empresas aéreas baixaram os valores das tarifas. Quem tem vontade e se organizou para viajar, esse é um excelente momento.

As principais empresas aéreas que possuem voos para os EUA são: TAMAmerican Airlines, United, Delta, Copa, Aeroméxico, Gol, Azul, Avianca.

Hospedagem

Onde se hospedar em NYC pode variar de acordo com o estado de espírito do viajante. Eu e minha amiga Clarice escolhemos nos hospedar em hotel e na área turística da cidade: Midtown Manhattan. Escolhemos também arriscar, porque fizemos as reservas num site de leilão de hospedagem, o Priceline. Funciona assim: os hotéis que não atingem a lotação máxima, mandam as suas ‘lacunas’ para esse tipo de site, que as comercializa. O Priceline mostra as opções de hospedagem (se tem café da manhã, estacionamento, wi-fi grátis etc.) e localização geográfica. Ou seja, não sabemos o nome do hotel, se o quarto é grande ou pequeno… Fomos na sorte e acertamos! Preço muito bom para a cidade.

Os viajantes também têm outras boas opções que já usei. São elas: o Booking e o Airbnb. São buscadores de vagas em hotéis e/ou apartamentos. Ainda tem a opção de se hospedar em hostel. Minha amiga vive tentando me convencer, mas ainda não consegui me ‘desapegar’.

Dólares – quanto levar?

Isso pode variar de acordo com a possibilidade de cada um. Nós fizemos o cálculo de US$100,00 por dia. É uma média boa para não passar aperto, comer relativamente bem e ainda comprar uma lembrança ou outra. Se o seu objetivo é fazer compras, vá direto para os outlets. Nós não fomos e não nos arrependemos. Não tínhamos tantos desejos consumistas e nos satisfizemos com as ofertas oferecidas em Manhattan mesmo. Além disso, depois que visitei as farmácias americanas, não queria mais sair delas (risos).

Ingressos variados e Broadway

Ao contrário das milhares de dicas que anotamos sobre as intermináveis filas nos museus e atrações turísticas, não encontramos nenhuma que pudesse nos tirar do sério. Compramos quase tudo na hora, com exceção dos ingressos para o show da Broadway. Escolhemos o espetáculo Motown. Recomendo muito adiantar os ingressos aqui do Brasil (a única desvantagem é pagar o IOF do cartão de crédito). O espetáculo fala sobre a gravadora de música negra americana, Motown. Aqui, um vídeo que demonstra o quanto você vai se divertir!

Mas… se mesmo assim o viajante não quiser arriscar, uma boa ferramenta é o The New York Pass. Oferece opções de ingressos e atrações e ainda está em português, o que facilita bastante a vida de quem não tem aquela boa fluência na língua inglesa.

Boa Viagem!

São Paulo das artes

Avenida Paulista

Por Clarissa Bravo

Reencontrar São Paulo com o objetivo de visitar uma bienal de artes foi um misto de sensações maravilhosas. Eu, Clarissa, tive o privilégio de fazer coisas muito interessantes na vida, como frequentar a Escola de Artes Visuais do Parque Lage durante 4 anos. Ver a vida através da arte, da leitura e das experiências dos colegas mais velhos, diversos, diferentes, criativos foi o ápice para uma criança de 9 anos!

A minha viagem a esse mundo paralelo das artes, sem dúvida, foi graças à visão global do meu pai, um homem fantástico que relacionava os conhecimentos tradicionais às vivências que o ser humano passa durante a sua estadia nesse planeta. Ele sempre dizia: educação é para a vida!

31 ª Bienal de Artes de São Paulo

Parque do Ibirapuera

O tema da 31ª Bienal de Artes de São Paulo foi: como escrever sobre coisas que não existem? Na verdade tudo pode existir, apenas dependendo de quem vê, cria ou imagina as diversas situações da vida. Sentir é único. E eu senti uma enorme alegria em estar em Sampa com a minha amiga e companheira de viagem Clarice. Fomos à bons restaurantes, fizemos uma nova amiga, passeamos, fizemos compras, vivemos!

31 ª Bienal de Artes de São Paulo

A maior cidade do Brasil é iluminada, cheia de listras e concreto por todos os lados. Mas estou falando de um concreto de qualidade (risos). São Paulo não pode ser ‘somente’ a capital financeira do país. É, sem sombra de dúvidas, a capital cultural, a matriz. E isso que é o bom da viagem. É saber extrair tudo o que pudermos das novas experiências, do novo olhar (mais apurado).

31 ª Bienal de Artes de São Paulo