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O barato de Londres

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PorClariceMenezes

O barato de Londres 

Mesmo com a libra lá nas alturas é possível curtir Londres e aproveitar o que ela oferece gratuitamente caminhando pelas ruas da cidade. Mercados, parques, praças, avenidas, monumentos e edifícios icônicos são algumas das atrações que o viajante encontra por lá.

Mas para os apaixonados por Arte, a cidade proporciona aos visitantes conhecer os três museus dentre os mais fantásticos do mundo sem pagar nadinha. British Museum, National Gallery e Tate Modern abrigam os maiores tesouros da humanidade e são passagem obrigatória para desvendar a história das civilizações.

Já que o passe é livre e não é preciso garantir os ingressos com antecedência, confiram o que eu vi por lá..

British Museum

O British Museum já chama a atenção pela sua imponente fachada. O prédio é adornado por colunas jônicas e possui um frontão com esculturas no estilo clássico. A escadaria leva à entrada do saguão principal de formato circular. Em 1994 esse espaço passou por uma reforma e ganhou uma cobertura espetacular: uma estrutura metálica com vidros triangulares que deixam passar a luz natural. O autor do projeto foi o renomado arquiteto Norman Foster, o mesmo responsável por projetar a Ponte do Milênio e o edifício 30 St Mary Axe (o Gerkhin).

O British foi fundado em 1753 e seu acervo integra mais de 8 milhões de peças provenientes de todas as partes do mundo, distribuídas pelos três andares do prédio. A coleção exibe obras da arte africana, grega e romana, egípcia, asiática, europeia, japonesa e também do Oriente Médio.

Dentre as atrações mais controversas do museu estão a Pedra Roseta e partes do friso do Parthenon. A pedra encontrada no Egito foi surrupiada em 1801 por Napoleão que a levou para Londres. Lá ela foi estudada e decifrada por estudiosos já que a relíquia contém inscrições em hieróglifos, demótico e grego antigo.

As esculturas provenientes do Parthenon foram transferidas para o museu britânico onde estão, desde 1816, muito bem conservadas. Até hoje elas são motivo de discórdia entre gregos e britânicos. A Grécia reivindica a devolução das peças para serem expostas no Novo Museu da Acrópole.

Dada a grandeza do Museu Britânico, há a necessidade de fazer uma seleção prévia do que se deseja ver. Geralmente opto por um percurso cronológico e faço uma lista pessoal de acordo com minhas preferências. Desta vez visitei as galerias do Egito e da Grécia. Saí de lá renovada e confiante de que tudo que vi iria ficar por muito tempo na memória. Confira o roteiro:

O museu

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Entrada principal do museu e as colunas jônicas
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Detalhe do frontão com esculturas em estilo clássico
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O teto interno do saguão principal do British Museum: projeto do arquiteto Norman Foster
  • Antigo Egito
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Pedra Roseta com inscrições em hieróglifos, demótico e grego antigo

 

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O escaravelho, amuleto mais popular do Egito

 

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Hieróglifos egípcios
  • Grécia

 

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Acompanhando a visita com o áudio-roteiro disponível em várias línguas

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Com os filósofos: Sócrates, Antisthenes, Chrysippos e Epicuro

 

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Parte das estátuas retiradas do frontão do Parthenon

 

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Réplica do Monumento às Nereidas

 

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Réplica da estátua do Templo das Cariátides

Na página oficial do museu você pode conferir toda a programação e planejar a sua visita:

http://www.britishmuseum.org/

http://www.britishmuseum.org/visiting/planning_your_visit/free_tours_and_talks.aspx

 

National Gallery

National Gallery fica localizado em um dos espaços mais belos e vibrantes de Londres, a Trafalgar Square. Com suas fontes exuberantes, a praça é uma atração à parte e fica bem no centro da capital inglesa. É fácil se apaixonar por ela e não querer mais sair de lá.

O museu estatal foi inaugurado em 1824 e concebido para atender a toda a população, não só aos “entendidos” ou aos estudiosos.  O National Gallery abriga as mais representativas obras-primas da história europeia do século XIII até o início do século XX. Entre os destaques estão O casal Arnolfini de van Eyck, Vênus ao Espelho de Velázquez, Girassóis de van Gogh.

Vamos encontrar  desde os renascentistas Botticelli, Leonardo e Rafael, passando pelos nórdicos van Eyck e Dürer, pelo grande mestre Caravaggio até chegar o século XIX e, finalmente, às obras pós-impressionistas de Seurat, Renoir e Cézanne.

O National Gallery é alegria para os olhos, uma parte da história e uma visita inesquecível. Confira as fotos:

O museu

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Trafalgar Square

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Meus favoritos:

O casal Arnolfini, van Eyck

 

Vênus ao Espelho, Velázquez

 

Girassóis, van Gogh

Na página oficial do museu você pode conferir toda a programação e planejar a sua visita:

http://www.nationalgallery.org.uk/

Tate Modern 

Para completar a tríade dos museus gratuitos de Londres, não pode faltar o imprescindível Tate Modern. A sua localização é muito privilegiada, pois ele fica de frente para o Tâmisa e a Ponte do Milênio. Além disso a coleção do museu é de tirar o fôlego!

O Tate Modern Foi inaugurado em 2000 para abrigar a Arte Moderna e entre os grandes mestres a gente encontra Picasso, Matisse e chagal.

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Quem disse que dinheiro não dá em árvore?
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As três dançarinas, Picasso
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Kandinsky
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St. Paul Cathedral e Millenium Bridge
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Um café para recarregar as baterias antes de iniciar a próxima jornada

Na página oficial do museu você pode conferir toda a programação e planejar a sua visita:

http://www.tate.org.uk/visit/tate-modern

Termino essa jornada com a certeza de que tudo isso merece mais do que uma visita.  Quem sabe já não é hora de pensar em voltar, afinal, a Terra da Rainha é um prato cheio para os que amam explorar o conhecimento.

Bye bye.

Até o próximo post.

Coluna do amigo: Che bela Itália por Márcia Rostheuser

Coluna do Amigo

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Veneza

Por Márcia Rostheuser #sejoganomundo

Che bela Italia

Sou uma miscelânea: descendente direta de cristão português, bisneta de galegos, judia de uma Alsácia ora francesa ora alemã, de uma época que não sei qual, e família na terra de Descartes desde que nasci, aqui mesmo, no amado e castigado Brasil.

De fato, o velho mundo me penetra com força por poros e entranhas, e me deixo arrastar nesse jogo de sedução eterno e, sempre volto. E quero voltar.

Mas a Itália me arrebata cotidianamente, seja no idioma, nos pratos, na ópera, artes em geral e, recentemente nos vinhos.

Cada vez uma nova descoberta e nova paixão que dura até a próxima visita em que eu renovo meus votos pelo bravíssimo paese.

Não sou expert em história porém impossível não falar da importância de Roma que foi por séculos o centro político e religioso da civilização ocidental, lugar que amo e reconheço como meu, naquela confusão brutal de carros e pessoas num ir e vir enlouquecido, com as cores da Piazza de Spagna ao fundo, dando o tom aos registros fotográficos, que garanto, tem cores muito mais esmaecidas do que as que ficam na memória para sempre.

Na minha Itália, as cores tem cheiro de mel, lavanda ou limão siciliano.

Que seja por uma semana…una settimana… mas estejamos inteiros para absorver cada gota.

E é ai que a Itália me acessa e entendo a Síndrome de Stendhal (seria lenda?), sobre o quão entorpecente pode ser andar pelas ruas de Firenze, que é para mim, arrebatador berço de arte erudita e popular, na medida em que tropeço em obras, literalmente, pelas esquinas, sendo plebe ou nobre.

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Roma 2015

Quando falamos em artes, cultura, literatura e ciências, os italianos podem ser vaidosos nessa superioridade artístico-intelectual ao totalizar mais de 40 patrimônios da Unesco.

Gênios como Dante, Leonardo, Michelangelo, Caravaggio, Ticiano, e Botticelli, só pra não exaurir a memória, são suficientes para escancarar a supremacia da Buttina.

Isso sem falar na ópera que nasceu lá, e citar meus favoritos Puccini da linda Luca e Verdi, eu ainda lembro que não satisfeitos com tantas maravilhas, os italianos ainda criaram instrumentos para conseguir “materializar” os sentimentos gerando “sentimentosons” assim neologismo mesmo, inventando piano e violino, conforme aprendi nas aulas de música e coral, lá pelos 80.

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Vaticano

A comida…ah…um caso à parte…Seus queijos e vinhos, por serem tão especiais e pitorescos tem uma lei para classificá-los, sendo a mais conhecida por nós a lei Denominazione di origine controllata (denominação regulamentada), vulgo D.O.C.

Eu que aprendi a beber uma taça por lá, dos melhores lugares, com os melhores professores e com o melhor custo x beneficio, aprendi que há os D.O.C.G. (Denominazione di Origine Controllata e Garantita), estes que não satisfeitos em ter sua origem controlada as tem garantida.

O que eu, bem pessoalmente ouso dizer: não só vinhos e queijos mas toda a Itália é D.O.C.G.

Bravíssima Itália !

 

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Almoço em Paris: Uma história de amor com receitas

Coluna Livro & Viagem

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PorClariceMenezes

Resenha

Almoço em Paris: uma história de amor com receitas

Parece que a fórmula história de amor com deliciosas receitas deu certo e veio para ficar. Almoço em Paris é o romance autobiográfico da jornalista Elizabeth Bard, uma americana judia que conhece num fim de semana em Paris, Gwendal, um francês de origem marroquina. A partir desse encontro sua vida nunca mais foi a mesma.

Bard abre mão de seu emprego em uma biblioteca em Londres, onde residia, muda-se para Paris e decide morar com Gwendal. O romance multicultural se desenvolve e passa por imbróglios que têm como pano de fundo a culinária francesa. Acostumada com a cultura fast-food de Nova York, onde come-se a qualquer hora, em qualquer lugar ou até mesmo caminhando, Elizabeth percebe que para os franceses, comer é um ato de celebração. A jornalista, então, mergulha fundo nos costumes parisienses e percorre caminhos que vão além das belas receitas apresentadas no final de cada capítulo.

Um aspecto da narrativa que me deixou muito entusiasmada foi o fato de que a personagem navega todo o tempo entre as duas culturas, seja através da culinária, dos costumes ou mesmo pela maneira francesa de levar a vida. Bard observa, por exemplo, que na França “as pessoas geralmente demonstram seu poder dizendo não e, nos Estados Unidos, as pessoas demonstram seu poder pela capacidade de dizer sim”. No entanto, o choque entre as diferentes realidades não afeta só Elizabeth, Gwendal também se esforça para promover suas transformações pessoais e manter o relacionamento firme e forte.

Esses e outros conflitos aparecem ao longo da narrativa revelando que construir uma vida nova em outro país é mais complexo do que se imagina, mas não é impossível.

Se você é daqueles que já adora Paris, vai se deliciar com o livro, mas, se é daqueles que ainda não escolheu o seu próximo destino de viagem, Almoço em Paris: uma história de amor com receitas, vai lhe dar um empurrãozinho. Afinal, é quase impossível resistir aos encantos da Cidade Luz. O livro é uma ótima pedida!

Boa leitura e bon voyage!

Até o próximo post!

BARD, Elizabeth. Almoço em Paris: uma história de amor.  Rio de Janeiro : Leblon, 2011.

Para seguir a continuação da aventura, Elizabeth Bard está com o novo romance Picnic in Provence, mas o livro ainda não traduzido pela editora.

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As mordidas na maçã ou nem só de hambúrguer vive o homem

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Por Márcia Rostheuser

#sejoganomundo

Ir para NY é mais do que viajar para uma cidade, é viajar para o mundo.

Comidas maravilhosas de todos os cantos do planeta, para todos os gostos.

Em geral, nos dias da semana, nas minhas peregrinações pelas quadras pontilhadas de amarelinhos, tento o seguinte roteiro:

Café da manhã em movimento  – Almoço especial – Jantar frugal (antes ou depois de um espetáculo)

E isso, que fique bem claro aqui, por conta de minha fome pela vida cultural da cidade e pelo andarilho que habita meu corpo.

Não desejo nunca dormir, parafraseando a própria Cidade.

Num ritmo lento, degustando cada esquina, porém intenso, me jogo.

Mas como tenho horror a regras, inverto tudo também, e ai é aonde mais me divirto.

Nessa opção, faço do jantar uma cerimônia e, posso ficar horas à mesa, papeando com a minha companhia na aventura, ou um novo conhecido e recém amigo.

Escolho a dedo lugares especiais para um belo jantar, ainda que no horário americano, ali entre 6pm/7pm, embora meu reloginho biológico clame pelas 9:30pm, tradicionalmente brasileira.

Quando se trata de hotspots, reservas são necessárias e costumo fazer pelo www.opentable.com ou diretamente no restaurante para evitar ficar sem mesa, mesmo com o melhor sorriso para a hostess – que by the way, não são de muitos sorrisos. 

Eu contribuo bastante com o Trip Advisor, na medida do que acredito ser um site isento. E me referencio por lá, e pelos meus amigos residentes, sempre um termômetro para minhas análises.

No começo de minhas viagens por aí, eu consultava pessoas para me assessorar e foi fundamental para não entrar em roubadas, mas depois de uns 10 anos entre idas e vindas, meu maior prazer é virar noites e noites desenhando meu roteiro exclusivo e novo a cada viagem.

Vou de 0 a 100, com facilidade, e com isso, abro portas e janelas para várias culturas e mergulhos que só precisam ter sabor e alma. Já comi em estrelados Michellin e na pizza de US$0,99 com a mesma alegria.

Mordi de todos os pedaços desse planetinha destacando comida Árabe, Americana, Turca, Grega, Italiana (aaai os pratos Italianos…!), Francês e até, acompanhando meu grupo da escola na época que morei lá, um Brasileiro e eu garanto: nunca saí decepcionada.

Só busco ficar longe dos restaurantes do Times Square, principalmente nos finais de semana, onde hordas de cidadãos de cidades ou estados próximos da famosa cidade, visitam transformam aquilo em algo bem diferente de uma ótima experiência. Se tiver que ir, vou, mas não é minha escolha…

Aí vão alguns lugares, sem ordem de custo, aonde já fui e que recomendo seja pela experiência impecável de exercer a gula ou pelo simples ambiente, que é tão importante em alguns momentos.

#Se joga no mundo

Um dos maiores prazeres da vida, depois de viajar, pode ser comer…

Lincoln – onde comi fora da Itália, a mais memorável pasta Italiana dos últimos tempos. O Pappardele di Castagna com ragu é de enlouquecer. – o ambiente é clássico, e American Way of Life, total. Público mais adulto no restaurante e mais jovem no bar.
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Lincoln
ABC Cocina – o novo queridinho do povo descolado é no democrático bairro de Union Square no complexo da linda loja da ABC Kitchen e faz parte do grupo do Jean-Georges . Tem culinária sazonal, politicamente correta  em ambiente delicioso com um excepcional serviço.

Shake Shack –  é muito bom e gosto de ir no da Praça ali pertinho do Flatiron Building , a Madison Square Garden, entre a  W 23rd Street e a 26th, amo o ambiente, a pracinha é linda e até no inverno acho delicioso sentar ali nas mesinhas…porém acho que vou ter que discordar da absoluta maioria quanto ao sabor… Heresia ou não, o burguer que adoro chama-se Five Guys – é bem simplinho e muito próximo do que chamamos de pé sujo aqui entre brazucas. Mas no meu paladar, irretocável.

Claudette – ali na 5th Av, entre a 9 e a 10 street – Fomos tomar alguma coisa e beliscar, após o evento por Paris, que ocorreu ali na Washington Square. Amei o ambiente, sentamos no bar por horas, e é bem descomplicado, descontraído, e feliz. Voltarei para jantar um dia. E quando volto, é porque gosto muito mesmo.

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Claudette – restauante

Jean-Georges –  esse 3 estrelas Michellin e 4 estrelas no NYT, é reverenciado pelos gourmets de todo o mundo e recebe a nata da sociedade americana mais jovem, sendo frequentado por executivos, jantares românticos ou celebrações especiais. Caríssimo. Tem um time impecável assistindo cada mesa. Comida elaborada e um pouco apimentada, pede reservas de pelo menos um mês para jantar. O bar é um escândalo de lindo e bem cool.

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Jean-Georges

Café Boulud – eu sempre quis ir a todos do Daniel, e só me falta o homônimo, o Daniel, o mais caro e mais estrelado( era 2** na época). A comida é ótima e o ambiente super relax.

Eu adorava ir, quando morei lá na 66 na Épicerie Boulud, que tem umas delicinhas dessas pra levar pro quarto do hotel ou pro apê. Eu pegava um cachorro quente dos deuses, sempre que saía do cinema. E quando eu comia cachorro quente sem culpa…

Cosí  – para almocinhos rápidos e leves, com preço super, super relax, e delicioso. Uso também para a mesma proposta a rede Le pain Quotidien, também espalhado pela cidade.

Café 28 – fica na 5th avenida com 28 street – acho que se derem um google, nunca vão ler nada sobre esse espaço desconhecido de turistas LoL porém para orçamento de estudante ou apressados sem frescura vai encontrar comida d.e.l.i.c.i.o.s.a, caseira, como a melhor opção que já experimentei por lá.

Para turistar low cost também é funcional. Vai na minha! O purê de batatas é perfeito \0/ e é pertinho do Empire State.

Salsa Y Salsa – a.d.o.r.o esse mexicano, tocado por brasileiros residentes lá há muitos anos. Baratíssimo, farto e delicioso. O famoso B.B.B. fica na 7th avenida, entre 21 e 22 st. E fico feliz por prestigiar esse imigrantes na terra de Obama, fazendo comida mexicana com louvor.

Salsa Y Salsa restaurante
Salsa Y Salsa restaurante

Ai, tem muito mais…mas fica pra nossa próxima conversa por aqui…se joga no mundo!

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Nova York quadro a quadro: Metropolitan Museum of Art

Coluna Arte & Viagem

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Templo de Dendur

PorClariceMenezes

Para quem sempre foi apaixonada por arte, o Metropolitan Museum of Art de Nova York, um dos mais importantes museus do mundo, é o lugar ideal para conhecer e explorar a história da arte e das civilizações.

É verdade que museus sempre exerceram sobre mim um enorme fascínio e o Met, como é carinhosamente chamado, foi o primeiro do gênero que visitei, há vinte anos. Desde então, minha relação com a arte só se intensificou e grandes museus não podem faltar em meus roteiros de viagem (já fiz um post sobre o  MoMA).

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O Met já se mostra formidável à primeira vista por sua arquitetura, sua fachada imponente e pela escadaria que leva ao saguão de entrada, onde a movimentação é intensa a qualquer hora do dia. Vale ressaltar que o valor do ingresso é sugerido em vinte dólares, mas qualquer pessoa pode doar a quantia que desejar.

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Metropolitan
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Templo de Dendur – encomendado pelo imperador Augusto de Roma. Doado aos EUA pelo governo do Egito

O museu tem aproximadamente 250 salas e cerca de 2 milhões de itens distribuídos pelos dois andares do edifício. É impossível ver tudo em um único dia! Portanto, para aproveitar ao máximo o programa, recomendo chegar logo pela manhã. Além do que, a visita exige planejamento e, nada melhor do que selecionar com antecedência o que se deseja ver. Durante o percurso é bom ter em mãos o mapa das galerias. Há também a opção de alugar o áudio-guia disponível em várias línguas ou ainda de fazer download do aplicativo para celular.

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Mapa do Met

Além das galerias, o museu também dispõe de espaços especiais recheados de obras de arte, lindos jardins, cafés e até mesmo um terraço, o Roof Garden Café, famoso por seus badalados eventos. Você não pode deixar de dar uma paradinha no pátio interno, seja para recarregar as baterias ou para apreciar, através das vidraças, as paisagens que são verdadeiras pinturas!

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Café do pátio interno
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Através da vidraça, vista para o Central Park
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Diana

Desta vez fiz uma escolha cronológica e iniciei a visita pela galeria de Arte Egípcia, segui para a do Século XIX, e por fim, Arte Moderna e Oceania.
Com tudo organizado e roteiro definido, é hora de desfrutar as mais belas e preciosas obras de arte, se divertir bastante e aprender muito!

Confira o roteiro!

Arte Egípcia

É uma das alas mais extraordinárias do acervo com verdadeiros tesouros da humanidade. Certamente, a galeria egípcia desperta emoções peculiares no visitante, principalmente, nos amantes da mitologia, afinal, tudo o que está ali tem alguns milhares de anos. Pinturas, esculturas, sarcófagos, objetos de uso pessoal, fragmentos arquitetônicos, enfim, uma série de elementos do mundo antigo prontos para despertar a nossa curiosidade.

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Maxi-colar! Boa sacada da Bravo! Ri muito!
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Templo de Dendur

Século XIX

Na galeria do século XIX demos destaque aos espaços destinados a Van Gogh, Claude Monet, Cézanne, Edgar Degas, Rodin entre outros. Impossível não se render a tanta inspiração!

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Campo de trigo com cipestres, Van Gogh
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Pequena bailarina, Edgar Degas
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Eros e Psique, Auguste Rodin

Arte Moderna

Na galeria de Arte Moderna, Kandinsky, Picasso, Miró, Pollock, Lichtenstein estão entre os nossos favoritos. Sem chance de não registrar essa magnífica experiência!

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Kandinsky
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Picasso
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Miró
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Roy Linchtenstein
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Jackson Pollock

Oceania

A ala da Oceania foi muito surpreendente. Uma nova arte se revelou para mim. As esculturas, em sua maioria de madeira e coloridas, provocaram um grande impacto em minha percepção.

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Cada galeria me impressionou de uma forma diferente. E depois da visita, com os pés cansados mas com os corações alegres, o que mais queríamos, Clarissa e eu, era sentar nas escadarias do museu, devorar um hotdog e celebrar a experiência de termos visto pelo menos cinco mil anos de cultura e de história das civilizações.

Bye bye,

Até o próximo post!

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Escadaria do Met. Cansadas mas com os corações alegres!

 

 

Itália: um giro, 8 cidades e muita Arte! Por Cris Geraldelli

Coluna do Amigo Correspondente
15 - FIRENZE - A indescritível DUOMO di FIRENZE - De emocionar
FIRENZE – A indescritível DUOMO di FIRENZE – De emocionar
Por Cris Geraldelli
Cris e sua amiga de infância, Fernanda Côrtes Gomes, Fizeram um giro por 8 cidades da Itália em 12 dias: Venezia, Bologna, Firenze, Lucca, Pisa, Pavia, Roma, Milano.
Como as 2 amigas, entre tantas coisas em comum, estudaram na Escola de Belas Artes do Rio de Janeiro, a viagem além de turística, visava conhecer as principais Obras de Arte de grandes artistas como Leonardo Da Vinci, Michelangelo, Botticelli, Raffaelo e Caravaggio.
O que para Fernanda foi a primeira vez, para Cris foi uma grande revisitação, pois em 1998 (17 anos atrás) ela morou por 3 meses em Firenze, para fazer um curso de Restauro Pittorico, e já havia visto praticamente tudo o que retornou agora para mostrar a sua querida amiga.
Confira o roteiro!
VENEZIA
Lugar da famosa Biennale di Arte Contemporânea, tivemos que dividir o tempo entre os museus e mostras da Biennale, e conhecer os diversos pontos turísticos e as ilhas de Murano, Burano e Torcello.
Venezia é uma cidade-cartão postal para todo canto!
Cada canal, cada ponte, cada palazzo, são imagens fotográficas a todo instante.
Um pulo a Burano é imperdível, é uma cidade-ilha com um estilo de vila de pescadores, com um artesanato de renda de bilro (merletto) e o Museo del Merletto (www.museomerletto.visitmuve.it).
Na Chiesa di San Martino uma surpresa: Uma pintura de Tiepolo “La crocifissione”.
Em Murano, chegamos no fim da tarde e sem a enxurrada de turistas.
Fim do dia lindo, com um jantar delicioso no Ristorante dalla Mora do Chef gentilissimo Loris.
Os garções simpaticíssimos e o ambiente bem mais tranquilo que Venezia.
10 - VENEZIA - Com o chef Loris no simpático Ristorante dalla Mora em Murano
VENEZIA – Com o chef Loris no simpático Ristorante dalla Mora em Murano
Tudo que puderem pedir de frutos do mar em Venezia e suas ilhas, peçam!
Pizza di frutti di mare, pasta alla seppia, o famoso “fritto misto”, sempre com vinho branco da casa e de digestivo o italianíssimo Limoncello.
Só fiquem atentos ao pedir o peixe inteiro, pois o preço do cardápio é por cada 100gr. E pode vir uma conta muito salgada no fim.
Não consegui desta vez ir a Torcello, uma ilha bem perto de Burano, que tem fundações do Império Romano, uma Catedral do século VII, que se encontra hoje como foi reformada no século XI.
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VENEZIA – A beleza do homem italiano
Com a mesma influência das igrejas de Ravenna, tem mosaico bizantino ainda preservado. Uma jóia, que Fernanda terá que retornar para ver!
01 - VENEZIA - Buquet de Pimenta
VENEZIA – Buquet de Pimenta
06 - VENEZIA - a FOFA e IMPERDÍVEL ilha de Burano
VENEZIA – a FOFA e IMPERDÍVEL ilha de Burano
BOLOGNA
Passadinha básica em Bologna para ver uma amiga e jantar numa típica cantina Bolognesa, passando pela Piazza Maggiore e pela Fontana del Nettuno. E vi, enfim, a fachada da Basilica di San Petronio depois da Restauração.
14 - BOLOGNA - Basilica a Piazza Maggiore - uma passadinha em Bologna para rever outra amiga e seguir viagem
BOLOGNA – Basilica a Piazza Maggiore – uma passadinha em Bologna para rever outra amiga e seguir viagem
FIRENZE
É definitivamente a cidade das Artes em todo o planeta.
Chegar pelas ruas estreitas e dar de cara com o Duomo, é sem dúvida uma experiência única.
Assim como chegar na Piazza della Signoria, onde tem também sua Fontana del Nettuno, o David de Michelangelo, uma galleria aberta de esculturas, o Palazzio Vecchio e a Galleria dei Uffizi, onde hospeda grandes obras de arte dos artistas italianos de várias épocas.
De Botticelli a Caravaggio. De colocar a prova o coração de quem estudou arte.
Fim do dia, passando pela Ponte Vecchio já fechando suas lojas, o azul do céu caindo e contrastando com as luzes de um amarelo quente, atravessar o Arno e ir tomar um delicioso aperitivo num dos restaurantes com vista para o rio.
Para quem não sabe, um dos costumes do norte da Itália é das 18 às 21h os restaurantes, cafés e bares, algumas pasticcerie também, servem o APERITIVO. Você paga a bebida, que pode ser um drink, uma taça de vinho ou um spritz (drink tradicional italiano), na faixa de 6 a 10 euro,
dependendo do local (alguns hotéis badalados chegam a 20 euro o drink), e come a vontade um buffet de pratos frios e quentes.
Para quem não bebe muito, é uma forma de “jantar” mais barato que ir a um restaurante com menu turístico, por exemplo!
FIRENZE – Netuno
17 - FIRENZE - Palazzo Vecchio e Piazza della Signoria - Arte por toda parte
FIRENZE – Palazzo Vecchio e Piazza della Signoria – Arte por toda parte
LUCCA
Pequena cidade que ainda possui todo o seu muro original, é uma jóia bucólica, charmosa e cheia de lojinhas, cafés, detalhes, que te faz relaxar da muvuca turística enfrentada nas cidades mais famosas.
PISA
O complexo do Duomo de Pisa, foi especialmente tomado por um dia de intensa chuva e um céu branco, que tornou a experiência de chegada um verdadeiro momento de admiração e limpeza visual.
Toda em mármore branco, os volumes clássicos de Batistério, Catedral e Torre,
sobre o gramado verde e com o fundo do céu branco, ganhava uma leveza que até justificava a torre torta.
Tiramos as clássicas fotos com a Torre, claro!
PAVIA
Pavia é a cidade que eu escolhi, ou que me escolheu, para começar uma nova vida na Itália.
É uma cidade linda, mágica, poética. Sou apaixonada!
Situada na Lombardia, a 35km de Milano, é uma cidade universitária, muito famosa pelo curso de Medicina, tem seu castello, sua Ponte, seu Rio, e muita felicidade.
Leonardo Da Vinci viveu em Pavia por 6 meses, para estudar nas suas famosas bibliotecas e desenvolver o projeto para o Naviglio de Milano, que traz as águas pluviais de Milano até o Rio Ticino.
No Parco del Ticino, fizemos nosso primeiro picnic com a mesma toalha da Fernanda que fazíamos picnic no Aterro do Flamengo, quando eu ainda morava no Brasil. Basta passar num mercado, que tem tudo para um bom picnic de última hora, com direito inclusive a garrafinhas de PROSECCO com tampa de rosca para estas emergências.
Andar pelas ruas medievais do centro histórico de Pavia, mistura moda, bicicletas, vitrines deliciosas de cafeterias, e muita gente jovem e bonita nas ruas.
Ah! E o delicioso gelato na Latteria e Gelateria Da Cesare, na Corso Garibaldi, tradição em Pavia desde os anos 60.
O de Mango, de Pistacchio e de Ciocolato Fondente são IMPERDÍVEIS!!!! E para quem não é chegado em sorvete, tem cioccolata calda (chocolate quente) em 3 versões: al latte, fondente e bianco, e sempre se pode colocar a panna montata ou o zabaione, tudo fabricado ali, artiginale!!!
ROMA
Passear por Roma por si só, já é uma experiência. A cidade flui… de uma fontana a outra… pelo Rio Tevere, o Castello Sant’Angelo… pelas vias e pontes, um delicioso percurso de surpresas.
Como a Fontana di Trevi estava ainda fechada para restauro, abrindo 2 semanas depois que estivemos em Roma… :(, e a escadaria da Piazza di Spagna também interditada, o burburinho principal se encontrava nas redondezas da Piazza Navona, sempre animada, com artistas de rua, turistas, cafés e restaurantes.
49 - ROMA - Piazza Navona sempre bem frequentada
ROMA – Piazza Navona sempre bem frequentada
Ali bem perto, um segredo imperdível: Chiesa San Luigi dei Francesi, com 3 pinturas maravilhosas do Caravaggio.
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Caravaggio
Do Pantheon, às fontanas, passear por Roma você pode se deparar com uma ruína romana a cada esquina. Cantos e pequenas ruas super lindas, lojinhas muito particulares, e um astral muito descontraído!
51 - ROMA - PANTHEON
ROMA – PANTHEON
52 - ROMA - No centro do teto do Pantheon
ROMA – No centro do teto do Pantheon
Passamos no Vaticano no fim do dia, onde visitamos a Basilica de San Pietro, e vimos, entre outras coisas, a Pietá de Michelangelo.
E na saída, novamente as luzes do fim do dia e início da noite deixaram-nos de boca aberta!
67 - ROMA - Vaticano missa do Papa Francesco
ROMA – Vaticano missa do Papa Francesco
No dia seguinte, visita ao Museo del Vaticano, onde pudemos ver tantas coisas belas, mas principalmente a Capela Sistina com o famoso afresco de Michelangelo, e a Stanza di Raffaello, com o afresco do mesmo: A escola de Athenas.
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ROMA – Vaticano -Escola de Atenas – Rafaello
Therme di Caracalla, Coliseo, Foro Romano, Campidoglio, Altare della Pace, Colonna di Traiano, Arco di Constantino, outro percurso maravilhoso!
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ROMA – Foro Romano I
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ROMA – Foro Romano II
62 - ROMA - Coliseo
ROMA – Coliseo
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ROMA – Termas de CAracalla
No Domingo assistimos a uma missa do Papa Francesco, na Piazza della Basilica di San Pietro, para canonização de 3 beatos, com direito a passeio do Papa no papamóvel. Uma benção! Pois este Papa é demais!!!!
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ROMA – Papa Francisco no Papa Móvel
E não poderia faltar um almoço-picnic em Roma… na Villa Borghese, depois de uma linda vista da cidade do alto!
70 - ROMA - Villa Borghese - segundo picnic da toalha viajada da Fernanda
ROMA – Villa Borghese – segundo picnic da toalha viajada da Fernanda
MILANO
Ir a Milano é ir na Piazza DUOMO. Ano da EXPO 2015 em Milano, a cidade bombando.
E como não se impressionar com a Catedral e a Galleria Vittorio Emanuele II?!
Chegando ao centro, tudo se faz a pé… vai andando que vai vendo lojas, moda, design, arte, estilo, história…
Dica quente é conhecer o Museo del 900. Uma coleção de primeira dos futuristas italianos, alguns Morandi, De Chirico, e muitos Lucio Fontana.
Além de uma obra do artista contemporâneo, Michelangelo Pistoletto, da coleção permanente, que é uma das minhas obras preferidas do Museo.
Pegamos uma mostra gratuita de uma coleção que foi doada ao museu. Tudo top!
E fomos fazer nosso picnic também, regado a Prosecco no Parco Sempione, atrás do Castello Sforzesco.
Último picnic da temporada outono-inverno da toalha da Fernanda!
75 - Milano - último picnic da temporada (1)
Milano – último picnic da temporada (1)
71 - MILANO - Piazza Duomo e a famosa Galleria Vittorio Emanuele II
MILANO – Piazza Duomo e a famosa Galleria Vittorio Emanuele II
72 - MILANO - O touro da Galleria Vittorio Emanuele II
MILANO – O touro da Galleria Vittorio Emanuele II
74 - MILANO - Castello Sforzesco
MILANO – Castello Sforzesco
Itália…
E assim, foram nossos dias, eu revisitando e apresentando, e Fernanda conhecendo.
Sempre provando os Gelatos de cada lugar, pois o sorvete italiano, não tem para ninguém…
faça frio ou sol, gelato sempre!!! 😉
O link para o restaurante de Murano:
 
ou a página do FB:
 
 
O Chef Loris foi um fofo com a gente!
Foi embora com a gente e nos acompanhou até perto do camping que ficamos depois!!!
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