A luz de Lisboa

Por Leonardo da Costa Ferreira

Bandeira de Portugal no Parque Eduardo VII, Lisboa, 2015
Bandeira de Portugal no Parque Eduardo VII, Lisboa, 2015

Canta Camané: “Olho a cidade e parece

Que é de tarde que amanhece

Que em Lisboa é sempre dia”.

Não há luz como a de Lisboa, ouvimos dizer desde sempre. Lisboa é cidade encantada porque tem uma luz de encantar. Mas não será ao contrário? A luz é especial por Lisboa ser a cidade que é? São tantas as certezas sem explicações como tantas são as perguntas sem respostas. Uma coisa é certa, a luz de Lisboa é inacreditável.

Portugal e sua belíssima capital nunca estiveram entre minhas prioridades europeias. Sempre sonhei com Paris, Roma, Veneza, Atenas, Londres, Budapeste e Praga. Por isso mesmo esperava pouco da Europa que fala a minha língua. Visitei o pequeno país ibérico em julho de 2015 e confesso a todos vocês que estou deslumbrado e maravilhado até hoje. Passadas várias semanas ainda sonho com os lugares que visitei na terrinha: Porto, Évora, Batalha, Nazaré, Cascais, Sintra, Óbidos e Fátima. Foram minhas melhores férias europeias. Pretendo voltar novamente com as companhias de minha família e de meu amado filho (Heitor Ferreira).

Vista de Lisboa do Castelo de São Jorge.
Vista de Lisboa do Castelo de São Jorge.

Algumas dicas são fundamentais. Para visitar Porto e Évora vá de trem (Combio Intercidades, como os nativos chamam) é rápido, é fácil e barato. Faça o mesmo para Sintra e Cascais, ou seja, pegue o trem, no caso um Comboio Suburbano. Mas, lembre-se, compre as passagens com um ou dois dias de antecedência na estação central que fica próximo ao Shopping Vasco da Gama. Para ir a Fátima, Batalha e Nazaré (conheça nessa ordem) alugue um carro bem simples e pegue a estrada, mas alugue o carro pela internet ainda no Brasil. No auge do verão europeu o preço dispara mais de 200% em algumas rent a car.

Retornando à iluminada cidade de Lisboa não deixe de andar em um elétrico (bonde), subir e descer as ladeiras do bairro do Chiado, de caminhar pelo Parque Eduardo VII, de visitar o lindo Mosteiro dos Jerônimos, a bela rua Augusta, a exuberante Praça do Comércio – a vista para o rio Tejo é um colírio para os olhos – e a Torre de Belém. Esse último monumento visite apenas por fora ou nas partes comuns (pátio), caso esteja disposto, suba e desça sua escadaria ao som dos seus irritantes alarmes acompanhados de uma turma de croatas. Eles transformam qualquer passeio numa algazarra divertida e animada. São muito, mas muito engraçados.

Torre de Belém, Lisboa, 2015.
Torre de Belém, Lisboa, 2015.

Somente após conhecer a iluminada e ensolarada Lisboa você consegue compreender porque muitos que cantam o fado tem como tema central de suas letras a saudade da terrinha, em particular de sua capital. Lisboa, no verão, é um cenário que povoará alegremente sua mente e seus sonhos semanas após o retorno ao seu país de origem. Alegria que fez eu e minha esposa tomarmos uma decisão: após nos aposentarmos iremos viver em Portugal. Afinal… sonhar ainda não paga imposto.

Cenas turísticas: eu em frente de um elétrico lisboeta e ao fundo um senhor dando um tchauzinho. Lisboa, 2015
Cenas turísticas: eu em frente de um elétrico lisboeta e ao fundo um senhor dando um tchauzinho. Lisboa, 2015

LEONARDO3

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